Interações Medicamentosas — Base Completa
Consulte interações entre medicamentos com classificação de gravidade, mecanismo farmacológico, conduta clínica e alternativas terapêuticas. Base revisada por equipe farmacêutica e atualizada em junho/2026.
Amiodarona + Sinvastatina
GraveAmiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona + Atorvastatina
ModeradaAmiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
Amiodarona + Rosuvastatina
ModeradaO mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona + Digoxina
GraveAmiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Amiodarona + Varfarina
GraveAmiodarona inibe CYP2C9 (S-varfarina, mais potente) e CYP3A4 (R-varfarina). Aumenta INR em 30-50%. Interação demora 2-7 semanas para se manifestar plenamente e persiste meses após suspensão (meia-vida de 40-55 dias).
Amiodarona + Clopidogrel
ModeradaO Clopidogrel é um pró-fármaco que requer ativação metabólica principalmente pela CYP2C19, e não pela CYP3A4 como afirmado. A Amiodarona é um inibidor conhecido da CYP2C19, além da CYP3A4. A inibição da CYP2C19 pela Amiodarona pode reduzir a conversão do Clopidogrel em seu metabólito ativo, diminuindo potencialmente sua eficácia antiplaquetária. A magnitude do efeito é variável e dependente do genótipo CYP2C19 do paciente, mas pode ser clinicamente significativa.
Amiodarona + Rivaroxabana
ModeradaA Rivaroxabana é metabolizada pela CYP3A4 e é substrato da P-glicoproteína (P-gp). A Amiodarona é um inibidor moderado tanto da CYP3A4 quanto da P-gp. A inibição combinada dessas vias pode reduzir o clearance da Rivaroxabana, aumentando sua exposição plasmática (AUC) em aproximadamente 40-50%, um efeito de magnitude moderada, mas clinicamente relevante, especialmente em pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona + Apixabana
ModeradaA Apixabana é metabolizada pela CYP3A4 e é substrato da P-gp. A Amiodarona inibe ambas as vias, mas de forma menos potente do que inibidores fortes como o Cetoconazol. A interação resulta em um aumento moderado da exposição à Apixabana (AUC aumentada em aproximadamente 30-40%), o que é clinicamente relevante, mas de menor magnitude do que com inibidores potentes da CYP3A4.
Amiodarona + Verapamil
GraveEsta interação é multifatorial e grave: 1) Farmacocinética: Amiodarona inibe a CYP3A4, principal via de metabolismo do Verapamil, aumentando seus níveis plasmáticos. 2) Farmacodinâmica: Ambos os fármacos têm efeitos cronotrópicos e dromotrópicos negativos (bradicardia, bloqueio AV) e prolongam o intervalo QT por inibição dos canais de potássio IKr (hERG). O efeito combinado é sinérgico e imprevisível, com alto risco de bradicardia grave, bloqueio AV de alto grau e torsades de pointes.
Amiodarona + Diltiazem
GraveAmiodarona inibe CYP3A4 (inibidor moderado-forte, reduz atividade enzimática ~50-70%) e P-gp. Diltiazem é substrato principal de CYP3A4; aumento de AUC estimado em 50-100%, elevando níveis plasmáticos e potencializando bloqueio de canais de cálcio.
Amiodarona + Anlodipino
ModeradaAmiodarona inibe CYP3A4 (inibidor moderado). Anlodipino é substrato de CYP3A4; aumento de AUC ~30-50%, elevando níveis e efeito vasodilatador.
Amiodarona + Propranolol
GraveAmiodarona inibe CYP2D6 (inibidor moderado) e CYP3A4. Propranolol é metabolizado por CYP2D6 (~50% da via); aumento de AUC estimado 30-80%, somado ao efeito bradicardizante aditivo.
Amiodarona + Metoprolol
GraveAmiodarona inibe CYP2D6 (inibidor moderado). Metoprolol é substrato preferencial de CYP2D6; aumento de AUC ~30-70%, potencializando bradicardia.
Amiodarona + Losartana
ModeradaAmiodarona inibe CYP2C9 (inibidor moderado). Losartana é pró-fármaco ativado por CYP2C9 a E-3174; inibição pode reduzir formação do metabólito ativo em ~20-40%, com possível diminuição do efeito anti-hipertensivo.
Amiodarona + Furosemida
GraveFurosemida causa depleção de K+ e Mg2+ (redução de 0,5-1,0 mEq/L de K+ comum). Hipocalemia potencializa bloqueio de canais hERG pela amiodarona, aumentando risco de TdP.
Amiodarona + Hidroclorotiazida
GraveHCTZ causa hipocalemia e hipomagnesemia mais pronunciada que alça em doses altas. Potencializa bloqueio hERG da amiodarona.
Amiodarona + Dronedarona
GraveAmbos bloqueiam canais hERG (IKr) e inibem CYP3A4. Associação aumenta QTc de forma aditiva e eleva níveis de dronedarona.
Amiodarona + Dabigatrana
GraveAmiodarona inibe P-gp de forma moderada, reduzindo excreção intestinal e renal de dabigatrana. Aumento de Cmax e AUC de 30-60% em pacientes com CrCl 30-50 mL/min.
Amiodarona + Ticagrelor
GraveAmiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, a principal via de metabolismo do Ticagrelor. A inibição desta enzima pode aumentar a AUC do Ticagrelor em aproximadamente 2-3 vezes, elevando significativamente o risco de sangramento.
Amiodarona + Ranolazina
GraveInteração multifatorial: 1) Amiodarona inibe a CYP3A4 e a CYP2D6, enzimas que metabolizam a Ranolazina, podendo aumentar seus níveis plasmáticos em 2-3 vezes. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais de potássio IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Amiodarona + Ivabradina
GraveInteração dupla: 1) Amiodarona inibe a CYP3A4, principal via de metabolismo da Ivabradina, podendo aumentar sua concentração plasmática em 2-3 vezes, elevando o risco de bradicardia excessiva. 2) Ambos os fármacos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo na repolarização ventricular.
Amiodarona + Fluoxetina
GraveInteração complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Amiodarona + Sertralina
GraveInteração dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Amiodarona + Paroxetina
GraveInteração farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona + Paroxetina
GraveAmbos prolongam QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Amiodarona inibe CYP2D6 (reduz clearance de paroxetina ~30-50%) e Paroxetina inibe CYP2D6, potencializando efeito aditivo na repolarização ventricular.
Amiodarona + Escitalopram
GraveAmbos prolongam QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Amiodarona inibe CYP3A4 (principal via de metabolismo de escitalopram), aumentando exposição em ~25-40%.
Amiodarona + Venlafaxina
ModeradaAmiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Amiodarona + Venlafaxina
GraveAmbos prolongam QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Efeito aditivo na repolarização ventricular.
Amiodarona + Amitriptilina
GraveAmiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (principais vias de N-desmetilação de amitriptilina), aumentando níveis plasmáticos em 50-100%.
Amiodarona + Amitriptilina
GraveAmbos prolongam QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Efeito aditivo na repolarização ventricular.
Amiodarona + Nortriptilina
GraveAmiodarona inibe CYP2D6 (principal via de hidroxilação de nortriptilina), aumentando níveis plasmáticos em 40-80%.
Amiodarona + Nortriptilina
GraveAmbos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais hERG (IKr), resultando em efeito aditivo na repolarização ventricular. A amiodarona inibe fracamente a CYP2D6, mas o principal mecanismo de interação é farmacodinâmico, com risco independente de concentração plasmática de nortriptilina.
Amiodarona + Clomipramina
GraveA amiodarona inibe a CYP2D6 (inibidor moderado) e a CYP3A4 (inibidor fraco), enzimas envolvidas no metabolismo da clomipramina. A inibição da CYP2D6 pode aumentar a exposição à clomipramina em 2 a 4 vezes, elevando o risco de cardiotoxicidade por prolongamento do QT.
Amiodarona + Clomipramina
GraveAmbos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais hERG (IKr), com efeito aditivo na repolarização ventricular. A clomipramina também inibe canais de sódio, podendo agravar a cardiotoxicidade em concentrações elevadas.
Amiodarona + Trazodona
ModeradaA amiodarona inibe a CYP3A4 (inibidor fraco a moderado), principal via de metabolismo da trazodona. Estudos de interação mostram aumento de 30-50% na AUC da trazodona quando coadministrada com inibidores moderados de CYP3A4.
Amiodarona + Trazodona
GraveAmbos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais hERG (IKr). A trazodona em doses terapêuticas (50-150 mg) tem efeito modesto, mas em doses elevadas ou em combinação com amiodarona, o efeito aditivo pode ser clinicamente significativo.
Amiodarona + Mirtazapina
LeveA amiodarona inibe fracamente CYP2D6 e CYP3A4, enzimas com contribuição menor no metabolismo da mirtazapina (principalmente CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4). O aumento esperado nos níveis de mirtazapina é clinicamente insignificante (<25%).
Amiodarona + Haloperidol
GraveAmbos prolongam intervalo QT por bloqueio de canais de potássio cardíacos (IKr/hERG). Efeito aditivo sinérgico no QTc.
Amiodarona + Haloperidol
GraveAmbos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais hERG (IKr), com efeito aditivo na repolarização ventricular. O haloperidol também inibe canais de sódio em altas concentrações, podendo agravar a cardiotoxicidade.
Amiodarona + Quetiapina
ModeradaA amiodarona inibe a CYP3A4 (inibidor fraco a moderado), principal via de metabolismo da quetiapina. Estudos com inibidores moderados de CYP3A4 mostram aumento de 50-100% na AUC da quetiapina, podendo elevar o risco de prolongamento do QT em doses altas.
Amiodarona + Quetiapina
GraveAmbos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais hERG (IKr). A quetiapina em doses terapêuticas (até 300 mg) tem efeito modesto, mas em doses elevadas ou em combinação com amiodarona, o efeito aditivo pode ser clinicamente significativo.
Amiodarona + Risperidona
GraveAmiodarona inibe moderadamente CYP2D6 e fortemente CYP3A4. Risperidona é metabolizada ~70% por CYP2D6 e secundariamente por CYP3A4, gerando metabólito ativo 9-hidroxirisperidona. Inibição combinada pode aumentar AUC de risperidona em 30-80% e níveis plasmáticos totais.
Amiodarona + Risperidona
GraveAmbos bloqueiam canais hERG (IKr). Efeito aditivo na repolarização ventricular; amiodarona também inibe CYP, elevando níveis de risperidona.
Amiodarona + Aripiprazol
ModeradaAmiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4. Aripiprazol é metabolizado principalmente por CYP2D6 (~70%) e CYP3A4. Aumento esperado de AUC de 30-60%.
Amiodarona + Clozapina
GraveAmiodarona inibe CYP3A4 e fracamente CYP2D6. Clozapina é metabolizada por CYP1A2, CYP3A4 e CYP2D6. Aumento de níveis de 20-50% possível.
Amiodarona + Clozapina
GraveEfeito aditivo no bloqueio de canais hERG; amiodarona também eleva níveis de clozapina via inibição CYP.
Amiodarona + Carbamazepina
GraveAmiodarona inibe fortemente CYP3A4. Carbamazepina é substrato e indutora de CYP3A4. Aumento de níveis de carbamazepina em 30-100% com possível redução de níveis de amiodarona por indução.
Amiodarona + Fenitoína
GraveAmiodarona inibe CYP2C9, reduzindo metabolismo da fenitoína (aumento de 40-100%). Fenitoína induz CYP3A4, podendo reduzir amiodarona (bidirecional).
Amiodarona + Lítio
GraveAmbos prolongam intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Efeito aditivo na repolarização ventricular. Amiodarona inibe CYP2D6 e glicoproteína-P, podendo aumentar níveis de lítio em 20-40%.
Amiodarona + Diazepam
ModeradaAmiodarona inibe CYP3A4 (IC50 ~10 μM) e CYP2C19, reduzindo depuração de diazepam em 40-60%. Metabólito ativo N-desmetildiazepam também acumula por inibição de CYP3A4.
3589 restantes
Sobre a base de interações medicamentosas
A drogaria.tech mantém uma base curada de interações medicamentosas com foco em pares de medicamentos frequentemente prescritos no Brasil. Cada interação é classificada por gravidade (grave, moderada ou leve), inclui o mecanismo farmacológico, o efeito clínico esperado, a conduta recomendada e alternativas terapêuticas. As informações são baseadas em fontes como Micromedex, UpToDate e bulas ANVISA.
Atualizado em junho/2026 · Revisado por equipe farmacêutica · Verificação automatizada não substitui conferência farmacêutica presencial.