Amiodarona + Apixabana
⚠O que acontece
Aumento do risco de sangramento devido à potencialização do efeito anticoagulante. O risco é particularmente importante em pacientes com outros fatores de risco, como idade avançada, baixo peso corporal, insuficiência renal ou uso concomitante de antiplaquetários.
⚙Mecanismo
A Apixabana é metabolizada pela CYP3A4 e é substrato da P-gp. A Amiodarona inibe ambas as vias, mas de forma menos potente do que inibidores fortes como o Cetoconazol. A interação resulta em um aumento moderado da exposição à Apixabana (AUC aumentada em aproximadamente 30-40%), o que é clinicamente relevante, mas de menor magnitude do que com inibidores potentes da CYP3A4.
📋Conduta Clinica
A coadministração não é contraindicada, mas requer cautela. Se o paciente tiver dois ou mais dos seguintes critérios: idade ≥ 80 anos, peso ≤ 60 kg ou creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dL, a dose de Apixabana deve ser reduzida de 5 mg para 2,5 mg duas vezes ao dia. Em pacientes com clearance de creatinina < 25 mL/min, o uso é contraindicado.
🔍O que monitorar
Monitorar sinais e sintomas de sangramento. Monitorar função renal periodicamente, pois a Apixabana tem excreção renal (27%).
↺Alternativas
A Rivaroxabana ou Edoxabana são alternativas com perfil de interação similar. A escolha deve ser individualizada. A Varfarina é uma alternativa, mas com a ressalva da interação grave com Amiodarona, exigindo monitorização intensiva do INR.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula oficial da Apixabana (FDA/Anvisa)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amiodarona com Apixabana?
A combinação de Amiodarona com Apixabana apresenta interação de gravidade moderada. Aumento do risco de sangramento devido à potencialização do efeito anticoagulante. O risco é particularmente importante em pacientes com outros fatores de risco, como idade avançada, baixo peso corporal, insuficiência renal ou uso concomitante de antiplaquetários. A coadministração não é contraindicada, mas requer cautela. Se o paciente tiver dois ou mais dos seguintes critérios: idade ≥ 80 anos, peso ≤ 60 kg ou creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dL, a dose de Apixabana deve ser reduzida de 5 mg para 2,5 mg duas vezes ao dia. Em pacientes com clearance de creatinina < 25 mL/min, o uso é contraindicado.
Amiodarona e Apixabana interagem?
Sim, Amiodarona e Apixabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a apixabana é metabolizada pela cyp3a4 e é substrato da p-gp. a amiodarona inibe ambas as vias, mas de forma menos potente do que inibidores fortes como o cetoconazol. a interação resulta em um aumento moderado da exposição à apixabana (auc aumentada em aproximadamente 30-40%), o que é clinicamente relevante, mas de menor magnitude do que com inibidores potentes da cyp3a4.. A conduta recomendada é: a coadministração não é contraindicada, mas requer cautela. se o paciente tiver dois ou mais dos seguintes critérios: idade ≥ 80 anos, peso ≤ 60 kg ou creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dl, a dose de apixabana deve ser reduzida de 5 mg para 2,5 mg duas vezes ao dia. em pacientes com clearance de creatinina < 25 ml/min, o uso é contraindicado..
Qual o risco de Amiodarona com Apixabana?
O risco da associação Amiodarona + Apixabana é classificado como MODERADA. Aumento do risco de sangramento devido à potencialização do efeito anticoagulante. O risco é particularmente importante em pacientes com outros fatores de risco, como idade avançada, baixo peso corporal, insuficiência renal ou uso concomitante de antiplaquetários. Monitorar: monitorar sinais e sintomas de sangramento. monitorar função renal periodicamente, pois a apixabana tem excreção renal (27%)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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