Amiodarona + Carbamazepina
⚠O que acontece
Toxicidade por carbamazepina (diplopia, ataxia, náuseas, hepatotoxicidade) e possível redução de eficácia antiarrítmica.
⚙Mecanismo
Amiodarona inibe fortemente CYP3A4. Carbamazepina é substrato e indutora de CYP3A4. Aumento de níveis de carbamazepina em 30-100% com possível redução de níveis de amiodarona por indução.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir carbamazepina em 50% e titular lentamente. Dose inicial máxima 200-400 mg/dia com monitoramento.
🔍O que monitorar
Nível sérico de carbamazepina (alvo 4-8 µg/mL), TGO/TGP, hemograma, resposta clínica.
↺Alternativas
Considerar ácido valpróico ou lamotrigina com ajuste de dose.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amiodarona com Carbamazepina?
A combinação de Amiodarona com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Toxicidade por carbamazepina (diplopia, ataxia, náuseas, hepatotoxicidade) e possível redução de eficácia antiarrítmica. Evitar associação. Se indispensável: reduzir carbamazepina em 50% e titular lentamente. Dose inicial máxima 200-400 mg/dia com monitoramento.
Amiodarona e Carbamazepina interagem?
Sim, Amiodarona e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amiodarona inibe fortemente cyp3a4. carbamazepina é substrato e indutora de cyp3a4. aumento de níveis de carbamazepina em 30-100% com possível redução de níveis de amiodarona por indução.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir carbamazepina em 50% e titular lentamente. dose inicial máxima 200-400 mg/dia com monitoramento..
Qual o risco de Amiodarona com Carbamazepina?
O risco da associação Amiodarona + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Toxicidade por carbamazepina (diplopia, ataxia, náuseas, hepatotoxicidade) e possível redução de eficácia antiarrítmica. Monitorar: nível sérico de carbamazepina (alvo 4-8 µg/ml), tgo/tgp, hemograma, resposta clínica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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