Voriconazol + Tramadol
⚠O que acontece
Aumento moderado dos níveis de tramadol, potencializando náuseas, tontura, sedação e risco de convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo). Risco teórico de síndrome serotoninérgica se combinado com outros serotoninérgicos, embora o efeito seja mais dependente da CYP2D6. Depressão respiratória aditiva com outros depressores do SNC.
⚙Mecanismo
Voriconazol inibe a CYP3A4 (IC50 ~0.2-0.5 μM), responsável por aproximadamente 30-40% do metabolismo do tramadol (a CYP2D6 contribui com 60-70% para o metabólito ativo O-desmetiltramadol). A inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de tramadol em 1.5-2x, mas pode reduzir a formação do metabólito ativo (efeito analgésico) em menor grau. O efeito clínico é moderado, mas relevante em pacientes com risco de síndrome serotoninérgica ou convulsões.
📋Conduta Clinica
Reduzir a dose de tramadol em 30-50% (ex: de 50mg para 25-37.5mg a cada 6h) e titular conforme resposta analgésica. Evitar doses máximas (>400mg/dia). Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, hipertermia, clônus) se houver outros serotoninérgicos. Não combinar com outros fármacos que reduzem limiar convulsivo (bupropiona, ISRS).
🔍O que monitorar
Escala de sedação (Ramsay), frequência respiratória, sinais de síndrome serotoninérgica (escala de Hunter), tontura, náuseas. Avaliar função hepática se uso prolongado.
↺Alternativas
Morfina ou hidromorfona (metabolizados por glicuronidação, não CYP3A4). Para dor neuropática: gabapentina ou pregabalina (não metabolizados por CYP).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Saari et al. Clin Pharmacol Ther 2006;79:362-70; Grond et al. Clin Pharmacokinet 2004;43:879-923
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Tramadol?
A combinação de Voriconazol com Tramadol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado dos níveis de tramadol, potencializando náuseas, tontura, sedação e risco de convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo). Risco teórico de síndrome serotoninérgica se combinado com outros serotoninérgicos, embora o efeito seja mais dependente da CYP2D6. Depressão respiratória aditiva com outros depressores do SNC. Reduzir a dose de tramadol em 30-50% (ex: de 50mg para 25-37.5mg a cada 6h) e titular conforme resposta analgésica. Evitar doses máximas (>400mg/dia). Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, hipertermia, clônus) se houver outros serotoninérgicos. Não combinar com outros fármacos que reduzem limiar convulsivo (bupropiona, ISRS).
Voriconazol e Tramadol interagem?
Sim, Voriconazol e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol inibe a cyp3a4 (ic50 ~0.2-0.5 μm), responsável por aproximadamente 30-40% do metabolismo do tramadol (a cyp2d6 contribui com 60-70% para o metabólito ativo o-desmetiltramadol). a inibição da cyp3a4 aumenta os níveis de tramadol em 1.5-2x, mas pode reduzir a formação do metabólito ativo (efeito analgésico) em menor grau. o efeito clínico é moderado, mas relevante em pacientes com risco de síndrome serotoninérgica ou convulsões.. A conduta recomendada é: reduzir a dose de tramadol em 30-50% (ex: de 50mg para 25-37.5mg a cada 6h) e titular conforme resposta analgésica. evitar doses máximas (>400mg/dia). monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, hipertermia, clônus) se houver outros serotoninérgicos. não combinar com outros fármacos que reduzem limiar convulsivo (bupropiona, isrs)..
Qual o risco de Voriconazol com Tramadol?
O risco da associação Voriconazol + Tramadol é classificado como MODERADA. Aumento moderado dos níveis de tramadol, potencializando náuseas, tontura, sedação e risco de convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo). Risco teórico de síndrome serotoninérgica se combinado com outros serotoninérgicos, embora o efeito seja mais dependente da CYP2D6. Depressão respiratória aditiva com outros depressores do SNC. Monitorar: escala de sedação (ramsay), frequência respiratória, sinais de síndrome serotoninérgica (escala de hunter), tontura, náuseas. avaliar função hepática se uso prolongado..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.