Amiodarona + Morfina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo nos níveis plasmáticos de Morfina, com risco elevado de toxicidade opioide: depressão respiratória (FR <12/min), sedação excessiva (escala de Ramsay >4), miose, bradicardia, hipotensão, íleo paralítico e, em casos graves, coma e morte. O risco é maior em idosos, insuficientes renais e com doses altas de Morfina.

Mecanismo

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

📋Conduta Clinica

Reduzir dose de Morfina em 30-50% no início da coadministração (ex: de 10 mg para 5-7,5 mg a cada 4h). Titular a dose conforme resposta clínica e efeitos adversos. Monitorar nível de consciência e frequência respiratória a cada 1-2h nas primeiras 24-48h. Evitar outros depressores do SNC (benzodiazepínicos, álcool). Ter naloxona prontamente disponível.

🔍O que monitorar

Frequência respiratória e nível de consciência (escala de sedação) a cada 1-2h nas primeiras 24-48h, depois a cada 4h; sinais de toxicidade opioide (miose, bradicardia, hipotensão); função renal (creatinina) diariamente; eficácia analgésica (escala de dor). Níveis séricos de Morfina não são rotineiramente recomendados.

Alternativas

Substituir Morfina por opioide com menor dependência de P-gp: hidromorfona (não é substrato significativo da P-gp) ou fentanil transdérmico (metabolismo CYP3A4, mas com menor influência da P-gp na eliminação). Ajustar doses conforme equivalência analgésica. Substituir Amiodarona, se possível.

📚Referências

UCSF P-gp Interaction Table 2024; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication on Opioid Interactions 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Amiodarona com Morfina?

A combinação de Amiodarona com Morfina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de Morfina, com risco elevado de toxicidade opioide: depressão respiratória (FR <12/min), sedação excessiva (escala de Ramsay >4), miose, bradicardia, hipotensão, íleo paralítico e, em casos graves, coma e morte. O risco é maior em idosos, insuficientes renais e com doses altas de Morfina. Reduzir dose de Morfina em 30-50% no início da coadministração (ex: de 10 mg para 5-7,5 mg a cada 4h). Titular a dose conforme resposta clínica e efeitos adversos. Monitorar nível de consciência e frequência respiratória a cada 1-2h nas primeiras 24-48h. Evitar outros depressores do SNC (benzodiazepínicos, álcool). Ter naloxona prontamente disponível.

Amiodarona e Morfina interagem?

Sim, Amiodarona e Morfina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-p (p-gp) intestinal e renal (ic50 ~5-10 µm). a morfina é substrato da p-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. a inibição da p-gp pela amiodarona reduz a excreção de morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da auc em 1,5-2 vezes. a morfina tem índice terapêutico estreito.. A conduta recomendada é: reduzir dose de morfina em 30-50% no início da coadministração (ex: de 10 mg para 5-7,5 mg a cada 4h). titular a dose conforme resposta clínica e efeitos adversos. monitorar nível de consciência e frequência respiratória a cada 1-2h nas primeiras 24-48h. evitar outros depressores do snc (benzodiazepínicos, álcool). ter naloxona prontamente disponível..

Qual o risco de Amiodarona com Morfina?

O risco da associação Amiodarona + Morfina é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de Morfina, com risco elevado de toxicidade opioide: depressão respiratória (FR <12/min), sedação excessiva (escala de Ramsay >4), miose, bradicardia, hipotensão, íleo paralítico e, em casos graves, coma e morte. O risco é maior em idosos, insuficientes renais e com doses altas de Morfina. Monitorar: frequência respiratória e nível de consciência (escala de sedação) a cada 1-2h nas primeiras 24-48h, depois a cada 4h; sinais de toxicidade opioide (miose, bradicardia, hipotensão); função renal (creatinina) diariamente; eficácia analgésica (escala de dor). níveis séricos de morfina não são rotineiramente recomendados..

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Atualizado em junho/2026

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