Voriconazol + Quetiapina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de quetiapina pode causar sedação excessiva, hipotensão ortostática, e prolongamento do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais (distúrbios eletrolíticos, bradicardia, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QTc).
⚙Mecanismo
Voriconazol é um inibidor potente da CYP3A4 (IC50 ~0.2 μM), principal via de metabolismo da quetiapina (responsável por >90% da depuração). A inibição reduz o clearance da quetiapina, aumentando sua AUC em aproximadamente 3-5 vezes, com elevação significativa dos níveis plasmáticos.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, reduzir a dose de quetiapina para 1/6 da dose usual (ex.: de 300 mg/dia para 50 mg/dia) e titular conforme resposta clínica. Monitorar sedação e sinais vitais. Evitar em pacientes com QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres).
🔍O que monitorar
ECG basal e após 24-48h do início do voriconazol, com foco no QTc. Monitorar níveis séricos de quetiapina (alvo: 100-500 ng/mL) se disponível. Avaliar sedação, pressão arterial e frequência cardíaca diariamente.
↺Alternativas
Substituir voriconazol por um antifúngico que não iniba CYP3A4, como anfotericina B ou caspofungina. Se voriconazol for essencial, considerar antipsicótico alternativo com menor dependência de CYP3A4, como olanzapina (metabolismo via CYP1A2 e glucuronidação).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; estudo de caso: Grimm et al. 2016 (aumento de 4.5x na AUC da quetiapina com cetoconazol, inibidor similar)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Quetiapina?
A combinação de Voriconazol com Quetiapina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de quetiapina pode causar sedação excessiva, hipotensão ortostática, e prolongamento do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais (distúrbios eletrolíticos, bradicardia, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QTc). Se a combinação for necessária, reduzir a dose de quetiapina para 1/6 da dose usual (ex.: de 300 mg/dia para 50 mg/dia) e titular conforme resposta clínica. Monitorar sedação e sinais vitais. Evitar em pacientes com QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres).
Voriconazol e Quetiapina interagem?
Sim, Voriconazol e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol é um inibidor potente da cyp3a4 (ic50 ~0.2 μm), principal via de metabolismo da quetiapina (responsável por >90% da depuração). a inibição reduz o clearance da quetiapina, aumentando sua auc em aproximadamente 3-5 vezes, com elevação significativa dos níveis plasmáticos.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, reduzir a dose de quetiapina para 1/6 da dose usual (ex.: de 300 mg/dia para 50 mg/dia) e titular conforme resposta clínica. monitorar sedação e sinais vitais. evitar em pacientes com qtc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres)..
Qual o risco de Voriconazol com Quetiapina?
O risco da associação Voriconazol + Quetiapina é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de quetiapina pode causar sedação excessiva, hipotensão ortostática, e prolongamento do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais (distúrbios eletrolíticos, bradicardia, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QTc). Monitorar: ecg basal e após 24-48h do início do voriconazol, com foco no qtc. monitorar níveis séricos de quetiapina (alvo: 100-500 ng/ml) se disponível. avaliar sedação, pressão arterial e frequência cardíaca diariamente..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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