Voriconazol + Metadona
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação e torsades de pointes por prolongamento de QTc.
⚙Mecanismo
Voriconazol inibe CYP3A4, CYP2C19 e CYP2C9. Metadona é substrato de CYP3A4 (~40%), CYP2C19, CYP2C9 e CYP2B6. Inibição combinada eleva AUC e concentrações de pico; ambos os fármacos prolongam QTc.
📋Conduta Clinica
Evitar se possível. Se indispensável, reduzir metadona em 30-50% (ex.: de 60 mg para 30-40 mg/dia) e realizar ECG basal + 48 h após início. Manter QTc <500 ms.
🔍O que monitorar
ECG com QTc antes e 24-48 h após início; FR, sedação e níveis de metadona (se disponível) a cada 48 h.
↺Alternativas
Considerar buprenorfina ou morfina. Avaliar troca de antifúngico por isavuconazol.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; bula voriconazol
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Metadona?
A combinação de Voriconazol com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação e torsades de pointes por prolongamento de QTc. Evitar se possível. Se indispensável, reduzir metadona em 30-50% (ex.: de 60 mg para 30-40 mg/dia) e realizar ECG basal + 48 h após início. Manter QTc <500 ms.
Voriconazol e Metadona interagem?
Sim, Voriconazol e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol inibe cyp3a4, cyp2c19 e cyp2c9. metadona é substrato de cyp3a4 (~40%), cyp2c19, cyp2c9 e cyp2b6. inibição combinada eleva auc e concentrações de pico; ambos os fármacos prolongam qtc.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se indispensável, reduzir metadona em 30-50% (ex.: de 60 mg para 30-40 mg/dia) e realizar ecg basal + 48 h após início. manter qtc <500 ms..
Qual o risco de Voriconazol com Metadona?
O risco da associação Voriconazol + Metadona é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação e torsades de pointes por prolongamento de QTc. Monitorar: ecg com qtc antes e 24-48 h após início; fr, sedação e níveis de metadona (se disponível) a cada 48 h..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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