Voriconazol + Glibenclamida

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento significativo nos níveis plasmáticos de glibenclamida, potencializando o risco de hipoglicemia sintomática (sudorese, tremores, confusão, coma) e efeitos adversos dose-dependentes.

Mecanismo

Voriconazol é um inibidor potente da CYP2C9 (IC50 ~0.2-0.5 μM), enzima primária responsável pela hidroxilação da glibenclamida a metabólitos inativos (4-trans-hidroxi-glibenclamida e 3-cis-hidroxi-glibenclamida). A inibição desta via pode aumentar a AUC da glibenclamida em 2 a 3 vezes, elevando significativamente o risco de hipoglicemia grave e prolongada.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se o uso concomitante for absolutamente indispensável (ex: infecção fúngica invasiva sem alternativa terapêutica), reduzir a dose de glibenclamida empiricamente em 50% no início do tratamento com voriconazol. Ajustar a dose adicionalmente com base no automonitoramento da glicemia capilar. Reajustar a dose da glibenclamida para o nível pré-interação após a descontinuação do voriconazol, que possui efeito inibitório prolongado.

🔍O que monitorar

Monitorar glicemia capilar pré-prandial e ao deitar diariamente durante a coadministração e por pelo menos 5 dias após a suspensão do voriconazol. Observar sinais e sintomas de hipoglicemia. Em caso de hipoglicemia documentada (<70 mg/dL), tratar prontamente e reavaliar a necessidade da combinação.

Alternativas

Considerar alternativa antifúngica com menor potencial de inibição da CYP2C9, como anfotericina B ou equinocandinas (caspofungina, micafungina). Se a troca do antifúngico não for possível, avaliar a substituição da glibenclamida por insulina ou outro antidiabético oral com metabolismo independente da CYP2C9 (ex: metformina).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo in vitro de inibição de CYP2C9 por voriconazol (Jeong et al., 2009)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Voriconazol com Glibenclamida?

A combinação de Voriconazol com Glibenclamida apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de glibenclamida, potencializando o risco de hipoglicemia sintomática (sudorese, tremores, confusão, coma) e efeitos adversos dose-dependentes. Evitar associação. Se o uso concomitante for absolutamente indispensável (ex: infecção fúngica invasiva sem alternativa terapêutica), reduzir a dose de glibenclamida empiricamente em 50% no início do tratamento com voriconazol. Ajustar a dose adicionalmente com base no automonitoramento da glicemia capilar. Reajustar a dose da glibenclamida para o nível pré-interação após a descontinuação do voriconazol, que possui efeito inibitório prolongado.

Voriconazol e Glibenclamida interagem?

Sim, Voriconazol e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol é um inibidor potente da cyp2c9 (ic50 ~0.2-0.5 μm), enzima primária responsável pela hidroxilação da glibenclamida a metabólitos inativos (4-trans-hidroxi-glibenclamida e 3-cis-hidroxi-glibenclamida). a inibição desta via pode aumentar a auc da glibenclamida em 2 a 3 vezes, elevando significativamente o risco de hipoglicemia grave e prolongada.. A conduta recomendada é: evitar associação. se o uso concomitante for absolutamente indispensável (ex: infecção fúngica invasiva sem alternativa terapêutica), reduzir a dose de glibenclamida empiricamente em 50% no início do tratamento com voriconazol. ajustar a dose adicionalmente com base no automonitoramento da glicemia capilar. reajustar a dose da glibenclamida para o nível pré-interação após a descontinuação do voriconazol, que possui efeito inibitório prolongado..

Qual o risco de Voriconazol com Glibenclamida?

O risco da associação Voriconazol + Glibenclamida é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de glibenclamida, potencializando o risco de hipoglicemia sintomática (sudorese, tremores, confusão, coma) e efeitos adversos dose-dependentes. Monitorar: monitorar glicemia capilar pré-prandial e ao deitar diariamente durante a coadministração e por pelo menos 5 dias após a suspensão do voriconazol. observar sinais e sintomas de hipoglicemia. em caso de hipoglicemia documentada (<70 mg/dl), tratar prontamente e reavaliar a necessidade da combinação..

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Atualizado em junho/2026

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