Amiodarona + Dexametasona
⚠O que acontece
Possível potencialização de efeitos corticosteroides (hiperglicemia, retenção hídrica, insônia) em doses altas. Em pulsoterapia de curta duração, o risco é mínimo.
⚙Mecanismo
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
📋Conduta Clinica
Para cursos curtos (<7 dias), nenhum ajuste. Em uso crônico, reduzir dose de dexametasona em 25% (ex.: de 4 mg para 3 mg/dia) e monitorar glicemia e pressão arterial.
🔍O que monitorar
Glicemia capilar em pacientes diabéticos. Peso e pressão arterial semanalmente no primeiro mês de uso crônico.
↺Alternativas
Metilprednisolona (menor dependência de CYP3A4) ou prednisolona como alternativas com perfil de interação mais favorável.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amiodarona com Dexametasona?
A combinação de Amiodarona com Dexametasona apresenta interação de gravidade leve. Possível potencialização de efeitos corticosteroides (hiperglicemia, retenção hídrica, insônia) em doses altas. Em pulsoterapia de curta duração, o risco é mínimo. Para cursos curtos (<7 dias), nenhum ajuste. Em uso crônico, reduzir dose de dexametasona em 25% (ex.: de 4 mg para 3 mg/dia) e monitorar glicemia e pressão arterial.
Amiodarona e Dexametasona interagem?
Sim, Amiodarona e Dexametasona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amiodarona inibe fracamente a cyp3a4, enzima que metaboliza a dexametasona. no entanto, a dexametasona é um indutor potente da cyp3a4, o que pode contrabalançar a inibição. o efeito líquido é um aumento <30% na auc da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.. A conduta recomendada é: para cursos curtos (<7 dias), nenhum ajuste. em uso crônico, reduzir dose de dexametasona em 25% (ex.: de 4 mg para 3 mg/dia) e monitorar glicemia e pressão arterial..
Qual o risco de Amiodarona com Dexametasona?
O risco da associação Amiodarona + Dexametasona é classificado como LEVE. Possível potencialização de efeitos corticosteroides (hiperglicemia, retenção hídrica, insônia) em doses altas. Em pulsoterapia de curta duração, o risco é mínimo. Monitorar: glicemia capilar em pacientes diabéticos. peso e pressão arterial semanalmente no primeiro mês de uso crônico..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Verapamil é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), enzima primária no metabolismo da dexametasona. Estudos in vivo mostram aumento de 2-3x na AUC da dexametasona quando coadministrada com inibidores moderados da CYP3A4. A magnitude do efeito é dose-dependente e clinicamente relevante em tratamentos prolongados.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.