Voriconazol + Clonazepam
⚠O que acontece
Aumento da sedação, sonolência, e risco de depressão respiratória em altas doses. Tolerância pode se desenvolver rapidamente.
⚙Mecanismo
Clonazepam é metabolizado principalmente pela CYP3A4 (nitroredução) e, em menor grau, por glucuronidação. Voriconazol inibe CYP3A4 (IC50 ~0.2 μM), aumentando a AUC do clonazepam em aproximadamente 50-100%.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de clonazepam em 50% (ex.: de 2 mg/dia para 1 mg/dia) e titular conforme resposta. Monitorar sedação.
🔍O que monitorar
Avaliar sedação e função cognitiva. Monitorar frequência respiratória em pacientes de risco.
↺Alternativas
Substituir clonazepam por lorazepam ou oxazepam. Para voriconazol, considerar antifúngico alternativo.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA label clonazepam; extrapolação de estudos com outros inibidores de CYP3A4
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Clonazepam?
A combinação de Voriconazol com Clonazepam apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da sedação, sonolência, e risco de depressão respiratória em altas doses. Tolerância pode se desenvolver rapidamente. Reduzir dose de clonazepam em 50% (ex.: de 2 mg/dia para 1 mg/dia) e titular conforme resposta. Monitorar sedação.
Voriconazol e Clonazepam interagem?
Sim, Voriconazol e Clonazepam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve clonazepam é metabolizado principalmente pela cyp3a4 (nitroredução) e, em menor grau, por glucuronidação. voriconazol inibe cyp3a4 (ic50 ~0.2 μm), aumentando a auc do clonazepam em aproximadamente 50-100%.. A conduta recomendada é: reduzir dose de clonazepam em 50% (ex.: de 2 mg/dia para 1 mg/dia) e titular conforme resposta. monitorar sedação..
Qual o risco de Voriconazol com Clonazepam?
O risco da associação Voriconazol + Clonazepam é classificado como MODERADA. Aumento da sedação, sonolência, e risco de depressão respiratória em altas doses. Tolerância pode se desenvolver rapidamente. Monitorar: avaliar sedação e função cognitiva. monitorar frequência respiratória em pacientes de risco..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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