Voriconazol + Celecoxibe
⚠O que acontece
Elevação dos níveis de celecoxibe com maior risco de efeitos adversos GI, retenção hídrica e possível impacto renal em idosos.
⚙Mecanismo
Voriconazol inibe moderadamente CYP2C9 (IC50 ~1-5 μM). Celecoxibe é metabolizado predominantemente por CYP2C9 (metil-hidroxilação). Aumento de AUC ~2× esperado.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de celecoxibe para 100 mg/dia (máximo). Evitar uso crônico >200 mg/dia durante terapia com voriconazol.
🔍O que monitorar
Creatinina, edema, dor abdominal e sinais de sangramento GI semanalmente.
↺Alternativas
Paracetamol ou dipirona em doses habituais. Trocar voriconazol por fluconazol (menor inibição de 2C9) se clinicamente aceitável.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; bula celecoxibe
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Celecoxibe?
A combinação de Voriconazol com Celecoxibe apresenta interação de gravidade moderada. Elevação dos níveis de celecoxibe com maior risco de efeitos adversos GI, retenção hídrica e possível impacto renal em idosos. Reduzir dose de celecoxibe para 100 mg/dia (máximo). Evitar uso crônico >200 mg/dia durante terapia com voriconazol.
Voriconazol e Celecoxibe interagem?
Sim, Voriconazol e Celecoxibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol inibe moderadamente cyp2c9 (ic50 ~1-5 μm). celecoxibe é metabolizado predominantemente por cyp2c9 (metil-hidroxilação). aumento de auc ~2× esperado.. A conduta recomendada é: reduzir dose de celecoxibe para 100 mg/dia (máximo). evitar uso crônico >200 mg/dia durante terapia com voriconazol..
Qual o risco de Voriconazol com Celecoxibe?
O risco da associação Voriconazol + Celecoxibe é classificado como MODERADA. Elevação dos níveis de celecoxibe com maior risco de efeitos adversos GI, retenção hídrica e possível impacto renal em idosos. Monitorar: creatinina, edema, dor abdominal e sinais de sangramento gi semanalmente..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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