Voriconazol + Carbamazepina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento dos níveis de carbamazepina causa neurotoxicidade (ataxia, diplopia, sedação) e risco de hepatotoxicidade. Redução dos níveis de voriconazol pode resultar em falha no tratamento de infecções fúngicas graves.

Mecanismo

Interação bidirecional: Carbamazepina é metabolizada principalmente pela CYP3A4, e voriconazol é inibidor potente dessa enzima (IC50 ~0.2 μM), aumentando os níveis de carbamazepina em 50-100%. Por outro lado, carbamazepina é um indutor potente da CYP3A4 e CYP2C19, reduzindo significativamente os níveis de voriconazol (AUC pode cair em até 70%), levando a falha terapêutica antifúngica.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se inevitável, monitorar níveis de ambos os fármacos: reduzir carbamazepina em 50% e aumentar voriconazol (dose de ataque 6 mg/kg IV a cada 12h, manutenção 4-5 mg/kg a cada 12h, guiada por nível sérico). Não usar voriconazol oral devido à baixa biodisponibilidade com indutor.

🔍O que monitorar

Níveis séricos de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/L) e voriconazol (alvo: 2-5.5 mg/L) a cada 3-5 dias até estabilização. TGO/TGP e hemograma semanalmente. Avaliar sinais de neurotoxicidade e eficácia antifúngica.

Alternativas

Substituir voriconazol por anfotericina B ou equinocandina. Para carbamazepina, considerar oxcarbazepina (indutor mais fraco, mas ainda com interação) ou outro anticonvulsivante não indutor como levetiracetam.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA label voriconazol (contraindicado com carbamazepina); estudo: Romero et al. 2008 (redução de 70% na AUC do voriconazol)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Voriconazol com Carbamazepina?

A combinação de Voriconazol com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de carbamazepina causa neurotoxicidade (ataxia, diplopia, sedação) e risco de hepatotoxicidade. Redução dos níveis de voriconazol pode resultar em falha no tratamento de infecções fúngicas graves. Evitar associação. Se inevitável, monitorar níveis de ambos os fármacos: reduzir carbamazepina em 50% e aumentar voriconazol (dose de ataque 6 mg/kg IV a cada 12h, manutenção 4-5 mg/kg a cada 12h, guiada por nível sérico). Não usar voriconazol oral devido à baixa biodisponibilidade com indutor.

Voriconazol e Carbamazepina interagem?

Sim, Voriconazol e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional: carbamazepina é metabolizada principalmente pela cyp3a4, e voriconazol é inibidor potente dessa enzima (ic50 ~0.2 μm), aumentando os níveis de carbamazepina em 50-100%. por outro lado, carbamazepina é um indutor potente da cyp3a4 e cyp2c19, reduzindo significativamente os níveis de voriconazol (auc pode cair em até 70%), levando a falha terapêutica antifúngica.. A conduta recomendada é: evitar associação. se inevitável, monitorar níveis de ambos os fármacos: reduzir carbamazepina em 50% e aumentar voriconazol (dose de ataque 6 mg/kg iv a cada 12h, manutenção 4-5 mg/kg a cada 12h, guiada por nível sérico). não usar voriconazol oral devido à baixa biodisponibilidade com indutor..

Qual o risco de Voriconazol com Carbamazepina?

O risco da associação Voriconazol + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de carbamazepina causa neurotoxicidade (ataxia, diplopia, sedação) e risco de hepatotoxicidade. Redução dos níveis de voriconazol pode resultar em falha no tratamento de infecções fúngicas graves. Monitorar: níveis séricos de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/l) e voriconazol (alvo: 2-5.5 mg/l) a cada 3-5 dias até estabilização. tgo/tgp e hemograma semanalmente. avaliar sinais de neurotoxicidade e eficácia antifúngica..

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Atualizado em junho/2026

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