Voriconazol + Alprazolam
⚠O que acontece
Aumento da sedação, sonolência diurna, prejuízo cognitivo e risco de dependência. Em idosos, risco de quedas e delirium.
⚙Mecanismo
Alprazolam é metabolizado quase exclusivamente pela CYP3A4. Voriconazol é inibidor potente (IC50 ~0.2 μM), aumentando a AUC do alprazolam em aproximadamente 2-3 vezes, com prolongamento da meia-vida.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de alprazolam em 50-75% (ex.: de 0.5 mg para 0.125-0.25 mg) e monitorar sedação. Evitar uso crônico; preferir uso sob demanda.
🔍O que monitorar
Avaliar sedação e função cognitiva diariamente. Monitorar frequência respiratória se houver comorbidades pulmonares.
↺Alternativas
Substituir alprazolam por lorazepam ou oxazepam (não metabolizados por CYP). Para voriconazol, considerar antifúngico alternativo.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA label alprazolam; estudo: Greenblatt et al. 2000 (aumento de 2.5x na AUC com cetoconazol)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Alprazolam?
A combinação de Voriconazol com Alprazolam apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da sedação, sonolência diurna, prejuízo cognitivo e risco de dependência. Em idosos, risco de quedas e delirium. Reduzir dose de alprazolam em 50-75% (ex.: de 0.5 mg para 0.125-0.25 mg) e monitorar sedação. Evitar uso crônico; preferir uso sob demanda.
Voriconazol e Alprazolam interagem?
Sim, Voriconazol e Alprazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve alprazolam é metabolizado quase exclusivamente pela cyp3a4. voriconazol é inibidor potente (ic50 ~0.2 μm), aumentando a auc do alprazolam em aproximadamente 2-3 vezes, com prolongamento da meia-vida.. A conduta recomendada é: reduzir dose de alprazolam em 50-75% (ex.: de 0.5 mg para 0.125-0.25 mg) e monitorar sedação. evitar uso crônico; preferir uso sob demanda..
Qual o risco de Voriconazol com Alprazolam?
O risco da associação Voriconazol + Alprazolam é classificado como MODERADA. Aumento da sedação, sonolência diurna, prejuízo cognitivo e risco de dependência. Em idosos, risco de quedas e delirium. Monitorar: avaliar sedação e função cognitiva diariamente. monitorar frequência respiratória se houver comorbidades pulmonares..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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