Verapamil + Venlafaxina
⚠O que acontece
Aumento mínimo nos níveis de venlafaxina, sem prolongamento clinicamente relevante do QTc (venlafaxina tem baixo risco de prolongamento de QTc em doses terapêuticas). Possível aumento leve da pressão arterial (efeito aditivo com verapamil? Não significativo).
⚙Mecanismo
Verapamil é inibidor da CYP3A4, mas a venlafaxina é metabolizada principalmente por CYP2D6 para seu metabólito ativo O-desmetilvenlafaxina. A CYP3A4 contribui com <20% do metabolismo. O aumento nos níveis de venlafaxina é clinicamente insignificante (aumento de AUC <20%).
📋Conduta Clinica
Nenhum ajuste de dose necessário. Manter venlafaxina em doses padrão (75-225 mg/dia). Monitorar pressão arterial regularmente (venlafaxina pode elevar PA em 5-10 mmHg em doses >150 mg/dia, mas verapamil tende a reduzir PA).
🔍O que monitorar
Monitoramento clínico de rotina para eficácia antidepressiva e efeitos adversos (náusea, insônia, hipertensão). Medir PA em cada consulta. ECG apenas se paciente tiver outros fatores de risco para QTc prolongado.
↺Alternativas
Não é necessária substituição. Se houver preocupação com PA, considerar ISRS com menor efeito pressórico (ex.: sertralina, escitalopram) ou manter venlafaxina com monitoramento pressórico regular.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Venlafaxine Label 2023; ISPOR Depression Guidelines 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Venlafaxina?
A combinação de Verapamil com Venlafaxina apresenta interação de gravidade leve. Aumento mínimo nos níveis de venlafaxina, sem prolongamento clinicamente relevante do QTc (venlafaxina tem baixo risco de prolongamento de QTc em doses terapêuticas). Possível aumento leve da pressão arterial (efeito aditivo com verapamil? Não significativo). Nenhum ajuste de dose necessário. Manter venlafaxina em doses padrão (75-225 mg/dia). Monitorar pressão arterial regularmente (venlafaxina pode elevar PA em 5-10 mmHg em doses >150 mg/dia, mas verapamil tende a reduzir PA).
Verapamil e Venlafaxina interagem?
Sim, Verapamil e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil é inibidor da cyp3a4, mas a venlafaxina é metabolizada principalmente por cyp2d6 para seu metabólito ativo o-desmetilvenlafaxina. a cyp3a4 contribui com <20% do metabolismo. o aumento nos níveis de venlafaxina é clinicamente insignificante (aumento de auc <20%).. A conduta recomendada é: nenhum ajuste de dose necessário. manter venlafaxina em doses padrão (75-225 mg/dia). monitorar pressão arterial regularmente (venlafaxina pode elevar pa em 5-10 mmhg em doses >150 mg/dia, mas verapamil tende a reduzir pa)..
Qual o risco de Verapamil com Venlafaxina?
O risco da associação Verapamil + Venlafaxina é classificado como LEVE. Aumento mínimo nos níveis de venlafaxina, sem prolongamento clinicamente relevante do QTc (venlafaxina tem baixo risco de prolongamento de QTc em doses terapêuticas). Possível aumento leve da pressão arterial (efeito aditivo com verapamil? Não significativo). Monitorar: monitoramento clínico de rotina para eficácia antidepressiva e efeitos adversos (náusea, insônia, hipertensão). medir pa em cada consulta. ecg apenas se paciente tiver outros fatores de risco para qtc prolongado..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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