Verapamil + Quetiapina
⚠O que acontece
Aumento significativo de quetiapina com prolongamento QTc, sedação excessiva, hipotensão ortostática e risco de torsades.
⚙Mecanismo
Verapamil inibe CYP3A4 (inibidor moderado). Quetiapina é substrato majoritário de CYP3A4. Aumento de AUC estimado em 2-3x.
📋Conduta Clinica
Evitar se possível. Se necessário: reduzir quetiapina em 50% (ex.: de 200 mg para 100 mg/dia) e titular lentamente. Dose máxima recomendada 150-200 mg/dia com verapamil.
🔍O que monitorar
ECG QTc basal e periódico; pressão arterial ortostática; sedação e cognição.
↺Alternativas
Amlodipina ou lítio (se indicado) ou ziprasidona com cautela.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Quetiapina?
A combinação de Verapamil com Quetiapina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo de quetiapina com prolongamento QTc, sedação excessiva, hipotensão ortostática e risco de torsades. Evitar se possível. Se necessário: reduzir quetiapina em 50% (ex.: de 200 mg para 100 mg/dia) e titular lentamente. Dose máxima recomendada 150-200 mg/dia com verapamil.
Verapamil e Quetiapina interagem?
Sim, Verapamil e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil inibe cyp3a4 (inibidor moderado). quetiapina é substrato majoritário de cyp3a4. aumento de auc estimado em 2-3x.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se necessário: reduzir quetiapina em 50% (ex.: de 200 mg para 100 mg/dia) e titular lentamente. dose máxima recomendada 150-200 mg/dia com verapamil..
Qual o risco de Verapamil com Quetiapina?
O risco da associação Verapamil + Quetiapina é classificado como GRAVE. Aumento significativo de quetiapina com prolongamento QTc, sedação excessiva, hipotensão ortostática e risco de torsades. Monitorar: ecg qtc basal e periódico; pressão arterial ortostática; sedação e cognição..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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