Verapamil + Mirtazapina
⚠O que acontece
Aumento mínimo nos níveis de mirtazapina, com potencialização leve da sedação e ganho de peso (efeitos dose-dependentes da mirtazapina). Não há risco de mielossupressão clinicamente significativa (agranulocitose é idiossincrática, não dose-dependente, incidência 0,1%).
⚙Mecanismo
Verapamil é inibidor da CYP3A4, mas a mirtazapina é metabolizada por múltiplas vias: CYP1A2 (~30%), CYP2D6 (~25%) e CYP3A4 (~45%). A inibição da CYP3A4 resulta em aumento de AUC <30%, sem relevância clínica significativa. A mirtazapina não prolonga QTc em doses terapêuticas.
📋Conduta Clinica
Nenhum ajuste de dose necessário rotineiramente. Se houver sedação excessiva, reduzir dose de mirtazapina em 15 mg (ex.: de 30 mg para 15 mg à noite). Manter hemograma anual de rotina conforme recomendação para qualquer paciente em uso de mirtazapina (independente da interação).
🔍O que monitorar
Monitoramento clínico de rotina para eficácia antidepressiva, sedação e ganho de peso. Hemograma anual (ou se sinais de infecção: febre, dor de garganta) para monitorar agranulocitose idiossincrática, que não é relacionada à interação medicamentosa.
↺Alternativas
Não é necessária substituição. Se houver preocupação com sedação, considerar mirtazapina em dose mais baixa (15 mg) ou substituir por ISRS com perfil mais ativador (ex.: sertralina, fluoxetina - esta última com cautela por inibição CYP2D6).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Mirtazapine Label 2023; NICE Depression Guidelines 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Mirtazapina?
A combinação de Verapamil com Mirtazapina apresenta interação de gravidade leve. Aumento mínimo nos níveis de mirtazapina, com potencialização leve da sedação e ganho de peso (efeitos dose-dependentes da mirtazapina). Não há risco de mielossupressão clinicamente significativa (agranulocitose é idiossincrática, não dose-dependente, incidência 0,1%). Nenhum ajuste de dose necessário rotineiramente. Se houver sedação excessiva, reduzir dose de mirtazapina em 15 mg (ex.: de 30 mg para 15 mg à noite). Manter hemograma anual de rotina conforme recomendação para qualquer paciente em uso de mirtazapina (independente da interação).
Verapamil e Mirtazapina interagem?
Sim, Verapamil e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil é inibidor da cyp3a4, mas a mirtazapina é metabolizada por múltiplas vias: cyp1a2 (~30%), cyp2d6 (~25%) e cyp3a4 (~45%). a inibição da cyp3a4 resulta em aumento de auc <30%, sem relevância clínica significativa. a mirtazapina não prolonga qtc em doses terapêuticas.. A conduta recomendada é: nenhum ajuste de dose necessário rotineiramente. se houver sedação excessiva, reduzir dose de mirtazapina em 15 mg (ex.: de 30 mg para 15 mg à noite). manter hemograma anual de rotina conforme recomendação para qualquer paciente em uso de mirtazapina (independente da interação)..
Qual o risco de Verapamil com Mirtazapina?
O risco da associação Verapamil + Mirtazapina é classificado como LEVE. Aumento mínimo nos níveis de mirtazapina, com potencialização leve da sedação e ganho de peso (efeitos dose-dependentes da mirtazapina). Não há risco de mielossupressão clinicamente significativa (agranulocitose é idiossincrática, não dose-dependente, incidência 0,1%). Monitorar: monitoramento clínico de rotina para eficácia antidepressiva, sedação e ganho de peso. hemograma anual (ou se sinais de infecção: febre, dor de garganta) para monitorar agranulocitose idiossincrática, que não é relacionada à interação medicamentosa..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.