Verapamil + Metadona
⚠O que acontece
Elevação de níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação e torsades de pointes.
⚙Mecanismo
Verapamil inibe CYP3A4, principal enzima de N-desmetilação de metadona. Aumento de AUC de 50-100% possível; risco adicional de prolongamento QTc.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir metadona em 30-50% (ex: de 20 mg para 10 mg) e monitorar QTc.
🔍O que monitorar
ECG com QTc, FR, sedação, nível sérico de metadona.
↺Alternativas
Buprenorfina ou morfina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Metadona?
A combinação de Verapamil com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Elevação de níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação e torsades de pointes. Evitar associação. Se indispensável: reduzir metadona em 30-50% (ex: de 20 mg para 10 mg) e monitorar QTc.
Verapamil e Metadona interagem?
Sim, Verapamil e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil inibe cyp3a4, principal enzima de n-desmetilação de metadona. aumento de auc de 50-100% possível; risco adicional de prolongamento qtc.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir metadona em 30-50% (ex: de 20 mg para 10 mg) e monitorar qtc..
Qual o risco de Verapamil com Metadona?
O risco da associação Verapamil + Metadona é classificado como GRAVE. Elevação de níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação e torsades de pointes. Monitorar: ecg com qtc, fr, sedação, nível sérico de metadona..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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