Verapamil + Haloperidol
⚠O que acontece
Elevação de níveis de haloperidol com prolongamento QTc, risco de torsades de pointes, sedação excessiva e efeitos extrapiramidais.
⚙Mecanismo
Verapamil inibe moderadamente CYP3A4 (e fracamente CYP2D6). Haloperidol é metabolizado ~30-40% via CYP3A4 e CYP2D6. Aumento estimado de AUC de haloperidol em 30-60%, elevando exposição e risco de QTc.
📋Conduta Clinica
Evitar associação se possível. Se indispensável: reduzir haloperidol em 25-50% (ex.: de 5 mg para 2,5-3,75 mg/dia) e reavaliar em 3-5 dias. Evitar doses >10 mg/dia.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal e 48-72h após início/alteração; níveis séricos de haloperidol se disponível; sinais de EPS e sedação.
↺Alternativas
Amlodipina ou diltiazem (menor inibição CYP3A4) ou beta-bloqueador.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA labels
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Haloperidol?
A combinação de Verapamil com Haloperidol apresenta interação de gravidade grave. Elevação de níveis de haloperidol com prolongamento QTc, risco de torsades de pointes, sedação excessiva e efeitos extrapiramidais. Evitar associação se possível. Se indispensável: reduzir haloperidol em 25-50% (ex.: de 5 mg para 2,5-3,75 mg/dia) e reavaliar em 3-5 dias. Evitar doses >10 mg/dia.
Verapamil e Haloperidol interagem?
Sim, Verapamil e Haloperidol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil inibe moderadamente cyp3a4 (e fracamente cyp2d6). haloperidol é metabolizado ~30-40% via cyp3a4 e cyp2d6. aumento estimado de auc de haloperidol em 30-60%, elevando exposição e risco de qtc.. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se indispensável: reduzir haloperidol em 25-50% (ex.: de 5 mg para 2,5-3,75 mg/dia) e reavaliar em 3-5 dias. evitar doses >10 mg/dia..
Qual o risco de Verapamil com Haloperidol?
O risco da associação Verapamil + Haloperidol é classificado como GRAVE. Elevação de níveis de haloperidol com prolongamento QTc, risco de torsades de pointes, sedação excessiva e efeitos extrapiramidais. Monitorar: ecg com qtc basal e 48-72h após início/alteração; níveis séricos de haloperidol se disponível; sinais de eps e sedação..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.