Valproato + Lamotrigina
⚠O que acontece
Rash cutâneo grave (Stevens-Johnson/Necrólise Epidérmica Tóxica) por excesso de lamotrigina. Potencialmente fatal.
⚙Mecanismo
Valproato inibe UGT1A4, duplicando a meia-vida da lamotrigina (de 24h para 48-70h). Aumento de 100% nos níveis séricos.
📋Conduta Clinica
REDUZIR dose de lamotrigina pela METADE quando associada a valproato (máx 100-200mg/dia vs 400mg). Titular muito lentamente (12.5mg/semana).
🔍O que monitorar
Rash cutâneo (qualquer erupção = suspender imediatamente), nível sérico de lamotrigina, mucosas (Stevens-Johnson).
↺Alternativas
Se precisa dos dois: titular lamotrigina iniciando em 12.5mg em dias alternados. Considerar quetiapina como alternativa.
📚Referências
UpToDate 2024; Maudsley Guidelines; FDA Label lamotrigina; ANVISA
Perguntas Frequentes
Pode tomar Valproato com Lamotrigina?
A combinação de Valproato com Lamotrigina apresenta interação de gravidade grave. Rash cutâneo grave (Stevens-Johnson/Necrólise Epidérmica Tóxica) por excesso de lamotrigina. Potencialmente fatal. REDUZIR dose de lamotrigina pela METADE quando associada a valproato (máx 100-200mg/dia vs 400mg). Titular muito lentamente (12.5mg/semana).
Valproato e Lamotrigina interagem?
Sim, Valproato e Lamotrigina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve valproato inibe ugt1a4, duplicando a meia-vida da lamotrigina (de 24h para 48-70h). aumento de 100% nos níveis séricos.. A conduta recomendada é: reduzir dose de lamotrigina pela metade quando associada a valproato (máx 100-200mg/dia vs 400mg). titular muito lentamente (12.5mg/semana)..
Qual o risco de Valproato com Lamotrigina?
O risco da associação Valproato + Lamotrigina é classificado como GRAVE. Rash cutâneo grave (Stevens-Johnson/Necrólise Epidérmica Tóxica) por excesso de lamotrigina. Potencialmente fatal. Monitorar: rash cutâneo (qualquer erupção = suspender imediatamente), nível sérico de lamotrigina, mucosas (stevens-johnson)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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