Valproato + Glibenclamida
⚠O que acontece
Aumento substancial dos níveis de glibenclamida, elevando o risco de hipoglicemia sintomática (tremores, sudorese, confusão, coma). Casos de hipoglicemia grave foram relatados.
⚙Mecanismo
Valproato inibe competitivamente a CYP2C9 (Ki ~ 50-100 μM), enzima responsável por >80% do metabolismo da glibenclamida (substrato de alta afinidade, Km ~ 2-5 μM). A inibição reduz a depuração da glibenclamida, aumentando sua meia-vida e exposição (AUC pode aumentar 2-3 vezes), com risco significativo de hipoglicemia grave.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, reduzir a dose de glibenclamida em 50% no início e titular conforme automonitoramento glicêmico. Preferir insulinoterapia ou outros antidiabéticos não metabolizados por CYP2C9 (ex.: metformina).
🔍O que monitorar
Glicemia capilar 4x/dia nas primeiras semanas; hemoglobina glicada (HbA1c) em 1-3 meses; sinais/sintomas de hipoglicemia.
↺Alternativas
Metformina, inibidores de SGLT2, análogos de GLP-1, ou insulina. Se IBP for necessário, pantoprazol é preferível.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Diabetes Care 2005;28(3):757-8
Perguntas Frequentes
Pode tomar Valproato com Glibenclamida?
A combinação de Valproato com Glibenclamida apresenta interação de gravidade grave. Aumento substancial dos níveis de glibenclamida, elevando o risco de hipoglicemia sintomática (tremores, sudorese, confusão, coma). Casos de hipoglicemia grave foram relatados. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, reduzir a dose de glibenclamida em 50% no início e titular conforme automonitoramento glicêmico. Preferir insulinoterapia ou outros antidiabéticos não metabolizados por CYP2C9 (ex.: metformina).
Valproato e Glibenclamida interagem?
Sim, Valproato e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve valproato inibe competitivamente a cyp2c9 (ki ~ 50-100 μm), enzima responsável por >80% do metabolismo da glibenclamida (substrato de alta afinidade, km ~ 2-5 μm). a inibição reduz a depuração da glibenclamida, aumentando sua meia-vida e exposição (auc pode aumentar 2-3 vezes), com risco significativo de hipoglicemia grave.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável, reduzir a dose de glibenclamida em 50% no início e titular conforme automonitoramento glicêmico. preferir insulinoterapia ou outros antidiabéticos não metabolizados por cyp2c9 (ex.: metformina)..
Qual o risco de Valproato com Glibenclamida?
O risco da associação Valproato + Glibenclamida é classificado como GRAVE. Aumento substancial dos níveis de glibenclamida, elevando o risco de hipoglicemia sintomática (tremores, sudorese, confusão, coma). Casos de hipoglicemia grave foram relatados. Monitorar: glicemia capilar 4x/dia nas primeiras semanas; hemoglobina glicada (hba1c) em 1-3 meses; sinais/sintomas de hipoglicemia..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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