Valproato + Fenitoína
⚠O que acontece
Toxicidade por fenitoína: nistagmo, ataxia, disartria, letargia, confusão mental; possível perda de controle convulsivo por oscilação de níveis.
⚙Mecanismo
Valproato inibe CYP2C9 e 2C19 (Ki 50-100 μM) e desloca fenitoína da albumina (aumento de fração livre em até 50%). Efeito combinado aumenta fenitoína livre de forma imprevisível.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de fenitoína em 25-40% ao iniciar valproato. Usar dose de ataque menor se início simultâneo. Preferir níveis de fenitoína livre.
🔍O que monitorar
Nível total e livre de fenitoína (alvo livre 1-2 μg/mL) em 3-5 dias, depois semanal por 2 semanas; sinais clínicos de toxicidade neurológica; TGO/TGP (pelo valproato).
↺Alternativas
Levetiracetam ou lacosamida (sem interação CYP).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; guidelines de epilepsia
Perguntas Frequentes
Pode tomar Valproato com Fenitoína?
A combinação de Valproato com Fenitoína apresenta interação de gravidade grave. Toxicidade por fenitoína: nistagmo, ataxia, disartria, letargia, confusão mental; possível perda de controle convulsivo por oscilação de níveis. Reduzir dose de fenitoína em 25-40% ao iniciar valproato. Usar dose de ataque menor se início simultâneo. Preferir níveis de fenitoína livre.
Valproato e Fenitoína interagem?
Sim, Valproato e Fenitoína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve valproato inibe cyp2c9 e 2c19 (ki 50-100 μm) e desloca fenitoína da albumina (aumento de fração livre em até 50%). efeito combinado aumenta fenitoína livre de forma imprevisível.. A conduta recomendada é: reduzir dose de fenitoína em 25-40% ao iniciar valproato. usar dose de ataque menor se início simultâneo. preferir níveis de fenitoína livre..
Qual o risco de Valproato com Fenitoína?
O risco da associação Valproato + Fenitoína é classificado como GRAVE. Toxicidade por fenitoína: nistagmo, ataxia, disartria, letargia, confusão mental; possível perda de controle convulsivo por oscilação de níveis. Monitorar: nível total e livre de fenitoína (alvo livre 1-2 μg/ml) em 3-5 dias, depois semanal por 2 semanas; sinais clínicos de toxicidade neurológica; tgo/tgp (pelo valproato)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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