Valproato + Clomipramina
⚠O que acontece
Toxicidade anticolinérgica, sedação excessiva, convulsões e prolongamento QTc com risco de torsades de pointes.
⚙Mecanismo
Valproato inibe CYP2C19 (inibição moderada, Ki aproximado 8-12 μM), principal via de N-desmetilação da clomipramina. Aumento de 30-80% nos níveis de clomipramina + norclomipramina esperado.
📋Conduta Clinica
Evitar se possível. Se indispensável: reduzir clomipramina para 50% da dose habitual (ex: 25-50 mg/dia) e titular lentamente. Preferir alternativa sem inibição de 2C19.
🔍O que monitorar
Nível sérico de clomipramina + norclomipramina (alvo 150-450 ng/mL) 5-7 dias após ajuste; ECG com QTc basal e semanal nas primeiras 2 semanas; sinais de toxicidade anticolinérgica.
↺Alternativas
Trocar valproato por lamotrigina ou lítio (se bipolar) ou considerar SSRI com menor risco QT.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; relatos de caso em literatura psiquiátrica
Perguntas Frequentes
Pode tomar Valproato com Clomipramina?
A combinação de Valproato com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Toxicidade anticolinérgica, sedação excessiva, convulsões e prolongamento QTc com risco de torsades de pointes. Evitar se possível. Se indispensável: reduzir clomipramina para 50% da dose habitual (ex: 25-50 mg/dia) e titular lentamente. Preferir alternativa sem inibição de 2C19.
Valproato e Clomipramina interagem?
Sim, Valproato e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve valproato inibe cyp2c19 (inibição moderada, ki aproximado 8-12 μm), principal via de n-desmetilação da clomipramina. aumento de 30-80% nos níveis de clomipramina + norclomipramina esperado.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se indispensável: reduzir clomipramina para 50% da dose habitual (ex: 25-50 mg/dia) e titular lentamente. preferir alternativa sem inibição de 2c19..
Qual o risco de Valproato com Clomipramina?
O risco da associação Valproato + Clomipramina é classificado como GRAVE. Toxicidade anticolinérgica, sedação excessiva, convulsões e prolongamento QTc com risco de torsades de pointes. Monitorar: nível sérico de clomipramina + norclomipramina (alvo 150-450 ng/ml) 5-7 dias após ajuste; ecg com qtc basal e semanal nas primeiras 2 semanas; sinais de toxicidade anticolinérgica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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