Valproato + Carbapenêmicos (meropenem/imipenem)
⚠O que acontece
Perda completa do efeito anticonvulsivante/estabilizador em 24-48h. Status epilepticus em pacientes epilépticos.
⚙Mecanismo
Carbapenêmicos reduzem nível sérico de valproato em 60-100% por múltiplos mecanismos: inibição da hidrólise de glucuronídeo de VPA, aumento da distribuição eritrocitária.
📋Conduta Clinica
EVITAR se possível. Se imprescindível: associar benzodiazepínico ou levetiracetam como proteção. Valproato não será eficaz.
🔍O que monitorar
Nível de valproato diário (cairá mesmo com dose máxima). EEG se epilepsia. Anticonvulsivante alternativo de resgate.
↺Alternativas
Piperacilina-tazobactam ou ceftriaxona (não afetam VPA). Levetiracetam como anticonvulsivante durante carbapenêmico.
📚Referências
Neurology 2006; UpToDate 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Valproato com Carbapenêmicos (meropenem/imipenem)?
A combinação de Valproato com Carbapenêmicos (meropenem/imipenem) apresenta interação de gravidade grave. Perda completa do efeito anticonvulsivante/estabilizador em 24-48h. Status epilepticus em pacientes epilépticos. EVITAR se possível. Se imprescindível: associar benzodiazepínico ou levetiracetam como proteção. Valproato não será eficaz.
Valproato e Carbapenêmicos (meropenem/imipenem) interagem?
Sim, Valproato e Carbapenêmicos (meropenem/imipenem) possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbapenêmicos reduzem nível sérico de valproato em 60-100% por múltiplos mecanismos: inibição da hidrólise de glucuronídeo de vpa, aumento da distribuição eritrocitária.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se imprescindível: associar benzodiazepínico ou levetiracetam como proteção. valproato não será eficaz..
Qual o risco de Valproato com Carbapenêmicos (meropenem/imipenem)?
O risco da associação Valproato + Carbapenêmicos (meropenem/imipenem) é classificado como GRAVE. Perda completa do efeito anticonvulsivante/estabilizador em 24-48h. Status epilepticus em pacientes epilépticos. Monitorar: nível de valproato diário (cairá mesmo com dose máxima). eeg se epilepsia. anticonvulsivante alternativo de resgate..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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