Valproato + Amitriptilina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de amitriptilina, com risco de cardiotoxicidade (prolongamento QRS e QTc, arritmias ventriculares), sedação excessiva, hipotensão ortostática e convulsões. O risco é maior em idosos e pacientes com cardiopatia.
⚙Mecanismo
Amitriptilina é metabolizada principalmente por CYP2C19 (demetilação para nortriptilina) e CYP2D6 (hidroxilação). Valproato inibe CYP2C19 de forma moderada (Ki ~50-100 μM), reduzindo a depuração da amitriptilina em 30-50%. Estudos clínicos mostram aumento dos níveis plasmáticos de amitriptilina em 50-100%, com risco de toxicidade (sedação, arritmias, convulsões). A inibição é competitiva e pode ser clinicamente significativa, especialmente em metabolizadores lentos de CYP2D6.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: 1) Reduzir dose de amitriptilina em 50% no início da coadministração. 2) Ajustar dose conforme níveis plasmáticos (faixa terapêutica: 100-250 ng/mL para amitriptilina + nortriptilina). 3) Na descontinuação do valproato, aumentar amitriptilina gradualmente (25% a cada 3 dias) para evitar perda de eficácia. 4) Considerar antidepressivos com menor interação (sertralina, citalopram).
🔍O que monitorar
Monitorar níveis plasmáticos de amitriptilina e nortriptilina antes e 5-7 dias após início do valproato. ECG basal e semanal no primeiro mês (QRS <100 ms, QTc <450 ms). Avaliar sedação, hipotensão e sinais de toxicidade anticolinérgica.
↺Alternativas
Alternativas ao valproato: lamotrigina, levetiracetam. Alternativas à amitriptilina: ISRS com menor interação (sertralina, citalopram) ou mirtazapina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; J Clin Psychopharmacol. 2000;20(2):226-231; Ther Drug Monit. 2005;27(5):589-592
Perguntas Frequentes
Pode tomar Valproato com Amitriptilina?
A combinação de Valproato com Amitriptilina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de amitriptilina, com risco de cardiotoxicidade (prolongamento QRS e QTc, arritmias ventriculares), sedação excessiva, hipotensão ortostática e convulsões. O risco é maior em idosos e pacientes com cardiopatia. Evitar associação. Se indispensável: 1) Reduzir dose de amitriptilina em 50% no início da coadministração. 2) Ajustar dose conforme níveis plasmáticos (faixa terapêutica: 100-250 ng/mL para amitriptilina + nortriptilina). 3) Na descontinuação do valproato, aumentar amitriptilina gradualmente (25% a cada 3 dias) para evitar perda de eficácia. 4) Considerar antidepressivos com menor interação (sertralina, citalopram).
Valproato e Amitriptilina interagem?
Sim, Valproato e Amitriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amitriptilina é metabolizada principalmente por cyp2c19 (demetilação para nortriptilina) e cyp2d6 (hidroxilação). valproato inibe cyp2c19 de forma moderada (ki ~50-100 μm), reduzindo a depuração da amitriptilina em 30-50%. estudos clínicos mostram aumento dos níveis plasmáticos de amitriptilina em 50-100%, com risco de toxicidade (sedação, arritmias, convulsões). a inibição é competitiva e pode ser clinicamente significativa, especialmente em metabolizadores lentos de cyp2d6.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: 1) reduzir dose de amitriptilina em 50% no início da coadministração. 2) ajustar dose conforme níveis plasmáticos (faixa terapêutica: 100-250 ng/ml para amitriptilina + nortriptilina). 3) na descontinuação do valproato, aumentar amitriptilina gradualmente (25% a cada 3 dias) para evitar perda de eficácia. 4) considerar antidepressivos com menor interação (sertralina, citalopram)..
Qual o risco de Valproato com Amitriptilina?
O risco da associação Valproato + Amitriptilina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de amitriptilina, com risco de cardiotoxicidade (prolongamento QRS e QTc, arritmias ventriculares), sedação excessiva, hipotensão ortostática e convulsões. O risco é maior em idosos e pacientes com cardiopatia. Monitorar: monitorar níveis plasmáticos de amitriptilina e nortriptilina antes e 5-7 dias após início do valproato. ecg basal e semanal no primeiro mês (qrs <100 ms, qtc <450 ms). avaliar sedação, hipotensão e sinais de toxicidade anticolinérgica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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