Tramadol + Venlafaxina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo ou induzível, tremor, diaforese, taquicardia, hipertensão, hipertermia (>38°C), diarreia. Casos graves podem evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e morte.

Mecanismo

Risco aditivo de síndrome serotoninérgica. Tramadol é um inibidor fraco da recaptação de serotonina (SERT) e inibidor da recaptação de noradrenalina, além de ser um agonista opioide μ. Venlafaxina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) em doses terapêuticas (≥150 mg/dia), com inibição significativa de SERT. A combinação resulta em excesso de serotonina na fenda sináptica, especialmente em pacientes com polimorfismos genéticos que reduzem o metabolismo (CYP2D6 para tramadol, CYP2D6 e CYP2C19 para venlafaxina). O risco é maior com doses altas de venlafaxina (>150 mg/dia) e tramadol (>200 mg/dia).

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: 1) Usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos. 2) Iniciar tramadol em dose baixa (25-50 mg/dose) e titular lentamente. 3) Educar o paciente sobre sinais de síndrome serotoninérgica. 4) Suspender imediatamente ambos os fármacos se surgirem sintomas. 5) Em casos graves, administrar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg via oral ou sonda, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos para mioclonia).

🔍O que monitorar

Avaliar sinais vitais (temperatura, frequência cardíaca) e exame neurológico (reflexos, clônus, tônus muscular) antes do início e a cada 1-2 semanas. Usar os Critérios de Hunter para diagnóstico: clônus espontâneo; clônus induzível + agitação ou diaforese; clônus ocular + agitação ou diaforese; tremor + hiperreflexia; hipertonia + temperatura >38°C + clônus ocular/induzível. Monitorar função renal e CPK se suspeita de rabdomiólise.

Alternativas

Substituir tramadol por analgésico não serotoninérgico: paracetamol, AINEs (com cautela renal/gástrica), ou opioides sem ação serotoninérgica (morfina, oxicodona, hidromorfona). Substituir venlafaxina por antidepressivo com menor perfil serotoninérgico, como bupropiona (inibe recaptação de dopamina/noradrenalina) ou mirtazapina (antagonista 5-HT2 e 5-HT3, sem inibição de recaptação).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Boyer EW, Shannon M. The serotonin syndrome. N Engl J Med. 2005;352(11):1112-20; Critérios de Hunter (Dunkley EJ, et al. QJM. 2003;96(9):635-42)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Tramadol com Venlafaxina?

A combinação de Tramadol com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo ou induzível, tremor, diaforese, taquicardia, hipertensão, hipertermia (>38°C), diarreia. Casos graves podem evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e morte. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: 1) Usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos. 2) Iniciar tramadol em dose baixa (25-50 mg/dose) e titular lentamente. 3) Educar o paciente sobre sinais de síndrome serotoninérgica. 4) Suspender imediatamente ambos os fármacos se surgirem sintomas. 5) Em casos graves, administrar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg via oral ou sonda, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos para mioclonia).

Tramadol e Venlafaxina interagem?

Sim, Tramadol e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve risco aditivo de síndrome serotoninérgica. tramadol é um inibidor fraco da recaptação de serotonina (sert) e inibidor da recaptação de noradrenalina, além de ser um agonista opioide μ. venlafaxina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina e noradrenalina (irsn) em doses terapêuticas (≥150 mg/dia), com inibição significativa de sert. a combinação resulta em excesso de serotonina na fenda sináptica, especialmente em pacientes com polimorfismos genéticos que reduzem o metabolismo (cyp2d6 para tramadol, cyp2d6 e cyp2c19 para venlafaxina). o risco é maior com doses altas de venlafaxina (>150 mg/dia) e tramadol (>200 mg/dia).. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável: 1) usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos. 2) iniciar tramadol em dose baixa (25-50 mg/dose) e titular lentamente. 3) educar o paciente sobre sinais de síndrome serotoninérgica. 4) suspender imediatamente ambos os fármacos se surgirem sintomas. 5) em casos graves, administrar ciproeptadina (antagonista 5-ht2a) 12 mg via oral ou sonda, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos para mioclonia)..

Qual o risco de Tramadol com Venlafaxina?

O risco da associação Tramadol + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo ou induzível, tremor, diaforese, taquicardia, hipertensão, hipertermia (>38°C), diarreia. Casos graves podem evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e morte. Monitorar: avaliar sinais vitais (temperatura, frequência cardíaca) e exame neurológico (reflexos, clônus, tônus muscular) antes do início e a cada 1-2 semanas. usar os critérios de hunter para diagnóstico: clônus espontâneo; clônus induzível + agitação ou diaforese; clônus ocular + agitação ou diaforese; tremor + hiperreflexia; hipertonia + temperatura >38°c + clônus ocular/induzível. monitorar função renal e cpk se suspeita de rabdomiólise..

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Atualizado em junho/2026

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