Tizanidina + Tramadol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, depressão respiratória (redução da frequência respiratória e SpO2), comprometimento cognitivo (atenção, memória, tempo de reação), tontura, ataxia, risco de quedas e síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, hipertermia, taquicardia, mioclonias). O risco é maior em idosos, pacientes com insuficiência renal (acúmulo de metabólitos ativos do tramadol) e em doses altas de tramadol (>400 mg/dia).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do sistema nervoso central (SNC) por mecanismos complementares. A tizanidina é um agonista alfa-2 adrenérgico central que reduz a liberação de noradrenalina, causando sedação e relaxamento muscular. O tramadol é um agonista opioide mu e inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, causando analgesia, sedação e depressão respiratória. A combinação potencializa o efeito sedativo e depressor respiratório, com risco de sedação profunda, depressão respiratória e síndrome serotoninérgica (devido ao efeito serotoninérgico do tramadol). Não há interação farmacocinética significativa (tizanidina é metabolizada pelo CYP1A2, tramadol pelo CYP2D6 e CYP3A4), mas a sinergia farmacodinâmica é clinicamente relevante.
📋Conduta Clinica
Usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos. Iniciar com doses baixas e titular lentamente (ex.: tizanidina 2 mg à noite, tramadol 50 mg a cada 6-8 horas). Evitar administração concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides) e outros fármacos serotoninérgicos (ISRS, IMAO). Alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades que exijam alerta mental (dirigir, operar máquinas) até que se conheça a resposta individual. Em pacientes com insuficiência renal (CrCl <30 mL/min), aumentar intervalo de dose do tramadol para cada 12 horas e dose máxima de 200 mg/dia. Se ocorrer sedação excessiva ou sinais de síndrome serotoninérgica, suspender um dos fármacos imediatamente e considerar ciproeptadina se síndrome serotoninérgica.
🔍O que monitorar
Monitorar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay ou equivalente) a cada 4-6 horas no início do tratamento. SpO2 contínua se paciente internado ou com risco respiratório. Frequência respiratória a cada 8 horas. Avaliar risco de quedas (escala de Morse) e implementar medidas preventivas. Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, hipertermia, taquicardia, mioclonias, rigidez muscular). Em pacientes ambulatoriais, orientar familiares sobre sinais de sedação excessiva e depressão respiratória.
↺Alternativas
Considerar alternativa não sedativa para uma das indicações: para espasticidade, substituir tizanidina por baclofeno (menos sedativo) ou toxina botulínica; para dor, substituir tramadol por paracetamol ou AINEs (se não houver contraindicação) ou por opioides com menor efeito serotoninérgico (ex.: morfina, oxicodona).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Tizanidina com Tramadol?
A combinação de Tizanidina com Tramadol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, depressão respiratória (redução da frequência respiratória e SpO2), comprometimento cognitivo (atenção, memória, tempo de reação), tontura, ataxia, risco de quedas e síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, hipertermia, taquicardia, mioclonias). O risco é maior em idosos, pacientes com insuficiência renal (acúmulo de metabólitos ativos do tramadol) e em doses altas de tramadol (>400 mg/dia). Usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos. Iniciar com doses baixas e titular lentamente (ex.: tizanidina 2 mg à noite, tramadol 50 mg a cada 6-8 horas). Evitar administração concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides) e outros fármacos serotoninérgicos (ISRS, IMAO). Alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades que exijam alerta mental (dirigir, operar máquinas) até que se conheça a resposta individual. Em pacientes com insuficiência renal (CrCl <30 mL/min), aumentar intervalo de dose do tramadol para cada 12 horas e dose máxima de 200 mg/dia. Se ocorrer sedação excessiva ou sinais de síndrome serotoninérgica, suspender um dos fármacos imediatamente e considerar ciproeptadina se síndrome serotoninérgica.
Tizanidina e Tramadol interagem?
Sim, Tizanidina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do sistema nervoso central (snc) por mecanismos complementares. a tizanidina é um agonista alfa-2 adrenérgico central que reduz a liberação de noradrenalina, causando sedação e relaxamento muscular. o tramadol é um agonista opioide mu e inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, causando analgesia, sedação e depressão respiratória. a combinação potencializa o efeito sedativo e depressor respiratório, com risco de sedação profunda, depressão respiratória e síndrome serotoninérgica (devido ao efeito serotoninérgico do tramadol). não há interação farmacocinética significativa (tizanidina é metabolizada pelo cyp1a2, tramadol pelo cyp2d6 e cyp3a4), mas a sinergia farmacodinâmica é clinicamente relevante.. A conduta recomendada é: usar as menores doses eficazes de ambos os fármacos. iniciar com doses baixas e titular lentamente (ex.: tizanidina 2 mg à noite, tramadol 50 mg a cada 6-8 horas). evitar administração concomitante de outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides) e outros fármacos serotoninérgicos (isrs, imao). alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades que exijam alerta mental (dirigir, operar máquinas) até que se conheça a resposta individual. em pacientes com insuficiência renal (crcl <30 ml/min), aumentar intervalo de dose do tramadol para cada 12 horas e dose máxima de 200 mg/dia. se ocorrer sedação excessiva ou sinais de síndrome serotoninérgica, suspender um dos fármacos imediatamente e considerar ciproeptadina se síndrome serotoninérgica..
Qual o risco de Tizanidina com Tramadol?
O risco da associação Tizanidina + Tramadol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, depressão respiratória (redução da frequência respiratória e SpO2), comprometimento cognitivo (atenção, memória, tempo de reação), tontura, ataxia, risco de quedas e síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, hipertermia, taquicardia, mioclonias). O risco é maior em idosos, pacientes com insuficiência renal (acúmulo de metabólitos ativos do tramadol) e em doses altas de tramadol (>400 mg/dia). Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de sedação de ramsay ou equivalente) a cada 4-6 horas no início do tratamento. spo2 contínua se paciente internado ou com risco respiratório. frequência respiratória a cada 8 horas. avaliar risco de quedas (escala de morse) e implementar medidas preventivas. monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, hipertermia, taquicardia, mioclonias, rigidez muscular). em pacientes ambulatoriais, orientar familiares sobre sinais de sedação excessiva e depressão respiratória..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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