Tacrolimus + Grapefruit (pomelo/toranja)

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Revisada por equipe farmaceutica

O que acontece

Nefrotoxicidade e neurotoxicidade por tacrolimus: tremor, cefaleia, hipertensão, creatinina elevada, hipercalemia.

Mecanismo

Furanocoumarinas do grapefruit inibem CYP3A4 intestinal irreversivelmente. Tacrolimus tem alta extração intestinal por CYP3A4. Aumento de 200-500% na biodisponibilidade oral.

📋Conduta Clinica

EVITAR completamente grapefruit (suco e fruta) em transplantados com tacrolimus. Efeito persiste 72h após ingestão.

🔍O que monitorar

Nível vale de tacrolimus se exposição inadvertida. Creatinina.

Alternativas

Qualquer outra fruta cítrica (laranja, limão) não afeta CYP3A4 intestinal significativamente.

📚Referências

UpToDate 2024; Transplantation 2004; FDA Label tacrolimus

Perguntas Frequentes

Pode tomar Tacrolimus com Grapefruit (pomelo/toranja)?

A combinação de Tacrolimus com Grapefruit (pomelo/toranja) apresenta interação de gravidade grave. Nefrotoxicidade e neurotoxicidade por tacrolimus: tremor, cefaleia, hipertensão, creatinina elevada, hipercalemia. EVITAR completamente grapefruit (suco e fruta) em transplantados com tacrolimus. Efeito persiste 72h após ingestão.

Tacrolimus e Grapefruit (pomelo/toranja) interagem?

Sim, Tacrolimus e Grapefruit (pomelo/toranja) possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve furanocoumarinas do grapefruit inibem cyp3a4 intestinal irreversivelmente. tacrolimus tem alta extração intestinal por cyp3a4. aumento de 200-500% na biodisponibilidade oral.. A conduta recomendada é: evitar completamente grapefruit (suco e fruta) em transplantados com tacrolimus. efeito persiste 72h após ingestão..

Qual o risco de Tacrolimus com Grapefruit (pomelo/toranja)?

O risco da associação Tacrolimus + Grapefruit (pomelo/toranja) é classificado como GRAVE. Nefrotoxicidade e neurotoxicidade por tacrolimus: tremor, cefaleia, hipertensão, creatinina elevada, hipercalemia. Monitorar: nível vale de tacrolimus se exposição inadvertida. creatinina..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

Revisada por equipe farmaceutica — Tier A

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