Sumatriptano + Venlafaxina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular ou induzível, hiperreflexia, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Hunter (sensibilidade 84%, especificidade 97%).

Mecanismo

Sumatriptano é agonista de receptores 5-HT1B/1D, aumentando a neurotransmissão serotoninérgica central. Venlafaxina inibe a recaptação de serotonina (ISRS) e noradrenalina (IRN), com Ki para SERT de ~8 nM, elevando a serotonina sináptica. A combinação pode levar a um excesso serotoninérgico sinérgico, especialmente em doses altas de venlafaxina (>150 mg/dia), onde a inibição da recaptação é mais pronunciada. O risco é maior em idosos e pacientes com polifarmácia serotoninérgica.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex.: enxaqueca refratária em paciente com depressão maior), usar sumatriptano na menor dose eficaz (25-50 mg VO ou 5-10 mg intranasal) e limitar a frequência a ≤2 dias/semana. Iniciar venlafaxina em dose baixa (37,5 mg/dia) e titular lentamente. Educar o paciente sobre sinais de alerta e interromper ambos os fármacos imediatamente se surgirem sintomas. Em casos graves, administrar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg VO inicial, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos).

🔍O que monitorar

Avaliar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos profundos, clônus (espontâneo, induzível ou ocular), mioclonia e nível de consciência a cada consulta ou contato. Em uso hospitalar, monitorar CK, função renal e gasometria se houver suspeita de síndrome.

Alternativas

Para enxaqueca: triptanos com menor perfil serotoninérgico central (ex.: naratriptano, frovatriptano) ou gepants (ex.: ubrogepanto, rimegepanto) que não atuam na serotonina. Para depressão/ansiedade: bupropiona (sem ação serotoninérgica significativa) ou mirtazapina (antagonista 5-HT2, menor risco).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Boyer EW, Shannon M. The serotonin syndrome. N Engl J Med. 2005;352(11):1112-1120; Hunter Serotonin Toxicity Criteria.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Sumatriptano com Venlafaxina?

A combinação de Sumatriptano com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular ou induzível, hiperreflexia, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Hunter (sensibilidade 84%, especificidade 97%). Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex.: enxaqueca refratária em paciente com depressão maior), usar sumatriptano na menor dose eficaz (25-50 mg VO ou 5-10 mg intranasal) e limitar a frequência a ≤2 dias/semana. Iniciar venlafaxina em dose baixa (37,5 mg/dia) e titular lentamente. Educar o paciente sobre sinais de alerta e interromper ambos os fármacos imediatamente se surgirem sintomas. Em casos graves, administrar ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg VO inicial, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos).

Sumatriptano e Venlafaxina interagem?

Sim, Sumatriptano e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve sumatriptano é agonista de receptores 5-ht1b/1d, aumentando a neurotransmissão serotoninérgica central. venlafaxina inibe a recaptação de serotonina (isrs) e noradrenalina (irn), com ki para sert de ~8 nm, elevando a serotonina sináptica. a combinação pode levar a um excesso serotoninérgico sinérgico, especialmente em doses altas de venlafaxina (>150 mg/dia), onde a inibição da recaptação é mais pronunciada. o risco é maior em idosos e pacientes com polifarmácia serotoninérgica.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável (ex.: enxaqueca refratária em paciente com depressão maior), usar sumatriptano na menor dose eficaz (25-50 mg vo ou 5-10 mg intranasal) e limitar a frequência a ≤2 dias/semana. iniciar venlafaxina em dose baixa (37,5 mg/dia) e titular lentamente. educar o paciente sobre sinais de alerta e interromper ambos os fármacos imediatamente se surgirem sintomas. em casos graves, administrar ciproeptadina (antagonista 5-ht2a) 12 mg vo inicial, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e suporte intensivo (resfriamento, benzodiazepínicos)..

Qual o risco de Sumatriptano com Venlafaxina?

O risco da associação Sumatriptano + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular ou induzível, hiperreflexia, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Hunter (sensibilidade 84%, especificidade 97%). Monitorar: avaliar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos profundos, clônus (espontâneo, induzível ou ocular), mioclonia e nível de consciência a cada consulta ou contato. em uso hospitalar, monitorar ck, função renal e gasometria se houver suspeita de síndrome..

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Atualizado em junho/2026

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