Sumatriptano + Tramadol
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus. O risco é maior em idosos, insuficiência renal (acúmulo de tramadol) e uso concomitante de outros serotoninérgicos. Pode ocorrer também depressão respiratória pelo efeito opioide aditivo.
⚙Mecanismo
Sumatriptano é agonista 5-HT1B/1D. Tramadol inibe a recaptação de serotonina (SERT) com Ki de ~0,8 µM e noradrenalina, além de ser agonista opioide µ. A inibição da recaptação de serotonina pelo tramadol é clinicamente relevante, especialmente em doses >200 mg/dia ou em pacientes com metabolismo lento pela CYP2D6 (que reduz a conversão ao metabólito ativo M1, aumentando a exposição ao tramadol inalterado). A combinação pode desencadear síndrome serotoninérgica, com relatos de casos publicados.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se o uso concomitante for necessário (ex.: enxaqueca aguda em paciente com dor crônica), usar sumatriptano na menor dose (25 mg VO) e tramadol na menor dose eficaz (≤100 mg/dia), por curto período. Monitorar rigorosamente. Em caso de síndrome, interromper ambos, administrar ciproeptadina e considerar naloxona se houver depressão respiratória. Evitar em pacientes com TFG <30 mL/min.
🔍O que monitorar
Monitorar temperatura, FC, FR, reflexos, clônus e nível de consciência. Em uso ambulatorial, orientar o paciente a procurar emergência se houver confusão, rigidez ou febre. Em hospital, monitorar CK e função renal.
↺Alternativas
Para enxaqueca: gepants ou AINEs. Para dor: opioides sem ação serotoninérgica (ex.: morfina, oxicodona) ou analgésicos não opioides (paracetamol, dipirona).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Gillman PK. A review of serotonin toxicity data: implications for the mechanisms of antidepressant drug action. Biol Psychiatry. 2006;59(11):1046-1051.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Sumatriptano com Tramadol?
A combinação de Sumatriptano com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus. O risco é maior em idosos, insuficiência renal (acúmulo de tramadol) e uso concomitante de outros serotoninérgicos. Pode ocorrer também depressão respiratória pelo efeito opioide aditivo. Evitar a associação. Se o uso concomitante for necessário (ex.: enxaqueca aguda em paciente com dor crônica), usar sumatriptano na menor dose (25 mg VO) e tramadol na menor dose eficaz (≤100 mg/dia), por curto período. Monitorar rigorosamente. Em caso de síndrome, interromper ambos, administrar ciproeptadina e considerar naloxona se houver depressão respiratória. Evitar em pacientes com TFG <30 mL/min.
Sumatriptano e Tramadol interagem?
Sim, Sumatriptano e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve sumatriptano é agonista 5-ht1b/1d. tramadol inibe a recaptação de serotonina (sert) com ki de ~0,8 µm e noradrenalina, além de ser agonista opioide µ. a inibição da recaptação de serotonina pelo tramadol é clinicamente relevante, especialmente em doses >200 mg/dia ou em pacientes com metabolismo lento pela cyp2d6 (que reduz a conversão ao metabólito ativo m1, aumentando a exposição ao tramadol inalterado). a combinação pode desencadear síndrome serotoninérgica, com relatos de casos publicados.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se o uso concomitante for necessário (ex.: enxaqueca aguda em paciente com dor crônica), usar sumatriptano na menor dose (25 mg vo) e tramadol na menor dose eficaz (≤100 mg/dia), por curto período. monitorar rigorosamente. em caso de síndrome, interromper ambos, administrar ciproeptadina e considerar naloxona se houver depressão respiratória. evitar em pacientes com tfg <30 ml/min..
Qual o risco de Sumatriptano com Tramadol?
O risco da associação Sumatriptano + Tramadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus. O risco é maior em idosos, insuficiência renal (acúmulo de tramadol) e uso concomitante de outros serotoninérgicos. Pode ocorrer também depressão respiratória pelo efeito opioide aditivo. Monitorar: monitorar temperatura, fc, fr, reflexos, clônus e nível de consciência. em uso ambulatorial, orientar o paciente a procurar emergência se houver confusão, rigidez ou febre. em hospital, monitorar ck e função renal..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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