Sertralina + Venlafaxina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: alteração do estado mental (agitação, confusão, hipomania), hiperatividade autonômica (taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese), hiperatividade neuromuscular (tremor, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo, rigidez). Casos graves evoluem para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito.
⚙Mecanismo
Ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica: Sertralina inibe seletivamente a recaptação de serotonina (ISRS); Venlafaxina inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). O efeito aditivo na fenda sináptica pode levar à hiperestimulação de receptores 5-HT1A e 5-HT2A, desencadeando síndrome serotoninérgica. Risco aumentado com doses altas, início rápido de titulação ou associação com outros serotoninérgicos.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se necessário, usar doses mínimas e aumentar lentamente, com monitoramento rigoroso. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos para sedação e controle de clônus). Casos graves podem necessitar de Ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg VO, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta.
🔍O que monitorar
Temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, nível de consciência, reflexos tendinosos, clônus (espontâneo, induzível, ocular), mioclonia, rigidez muscular. Avaliar creatina quinase (CK) e função renal se suspeita de rabdomiólise.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por agente não serotoninérgico: para depressão, considerar Bupropiona (sem ação serotoninérgica) ou Mirtazapina (antagonista 5-HT2, menor risco); para ansiedade, considerar Buspirona isoladamente (agonista parcial 5-HT1A, menor risco) ou Benzodiazepínicos em curto prazo.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert 2016; UpToDate 2024; Hunter Serotonin Toxicity Criteria; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Sertralina com Venlafaxina?
A combinação de Sertralina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: alteração do estado mental (agitação, confusão, hipomania), hiperatividade autonômica (taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese), hiperatividade neuromuscular (tremor, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo, rigidez). Casos graves evoluem para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Evitar associação sempre que possível. Se necessário, usar doses mínimas e aumentar lentamente, com monitoramento rigoroso. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos para sedação e controle de clônus). Casos graves podem necessitar de Ciproeptadina (antagonista 5-HT2A) 12 mg VO, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta.
Sertralina e Venlafaxina interagem?
Sim, Sertralina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica: sertralina inibe seletivamente a recaptação de serotonina (isrs); venlafaxina inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina (irsn). o efeito aditivo na fenda sináptica pode levar à hiperestimulação de receptores 5-ht1a e 5-ht2a, desencadeando síndrome serotoninérgica. risco aumentado com doses altas, início rápido de titulação ou associação com outros serotoninérgicos.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se necessário, usar doses mínimas e aumentar lentamente, com monitoramento rigoroso. aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce. ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos para sedação e controle de clônus). casos graves podem necessitar de ciproeptadina (antagonista 5-ht2a) 12 mg vo, seguido de 2 mg a cada 2 horas até resposta..
Qual o risco de Sertralina com Venlafaxina?
O risco da associação Sertralina + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: alteração do estado mental (agitação, confusão, hipomania), hiperatividade autonômica (taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese), hiperatividade neuromuscular (tremor, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo, rigidez). Casos graves evoluem para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Monitorar: temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, nível de consciência, reflexos tendinosos, clônus (espontâneo, induzível, ocular), mioclonia, rigidez muscular. avaliar creatina quinase (ck) e função renal se suspeita de rabdomiólise..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.