Sertralina + Duloxetina
⚠O que acontece
Aumento nos níveis de duloxetina com risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN) e síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia). Relatos de caso documentam toxicidade hepática com esta combinação.
⚙Mecanismo
Sertralina é um inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ≈ 1-2 μM), enzima responsável por ~40% do metabolismo da duloxetina (substrato menor, mas significativo). A inibição reduz o clearance da duloxetina, aumentando sua AUC em 20-30% em estudos. Além disso, ambos aumentam a serotonina sináptica (SERT e NET), com risco aditivo de síndrome serotoninérgica.
📋Conduta Clinica
Iniciar duloxetina na menor dose (30 mg/dia) e titular lentamente. Se já em uso, reduzir duloxetina em 25-50% ao iniciar sertralina. Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica nas primeiras 2 semanas.
🔍O que monitorar
TGO/TGP basal e a cada 2 semanas por 1 mês, depois mensal. Avaliar critérios de Hunter para síndrome serotoninérgica (clônus espontâneo, induzido ou ocular, agitação, diaforese, tremor, hiperreflexia, temperatura >38°C).
↺Alternativas
Substituir sertralina por escitalopram (menor inibição de CYP2D6) ou duloxetina por venlafaxina (metabolismo menos dependente de CYP2D6).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; relatos de caso (Drug Saf 2018;41:489-498)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Sertralina com Duloxetina?
A combinação de Sertralina com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis de duloxetina com risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN) e síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia). Relatos de caso documentam toxicidade hepática com esta combinação. Iniciar duloxetina na menor dose (30 mg/dia) e titular lentamente. Se já em uso, reduzir duloxetina em 25-50% ao iniciar sertralina. Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica nas primeiras 2 semanas.
Sertralina e Duloxetina interagem?
Sim, Sertralina e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve sertralina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ki ≈ 1-2 μm), enzima responsável por ~40% do metabolismo da duloxetina (substrato menor, mas significativo). a inibição reduz o clearance da duloxetina, aumentando sua auc em 20-30% em estudos. além disso, ambos aumentam a serotonina sináptica (sert e net), com risco aditivo de síndrome serotoninérgica.. A conduta recomendada é: iniciar duloxetina na menor dose (30 mg/dia) e titular lentamente. se já em uso, reduzir duloxetina em 25-50% ao iniciar sertralina. monitorar sinais de síndrome serotoninérgica nas primeiras 2 semanas..
Qual o risco de Sertralina com Duloxetina?
O risco da associação Sertralina + Duloxetina é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis de duloxetina com risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN) e síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia). Relatos de caso documentam toxicidade hepática com esta combinação. Monitorar: tgo/tgp basal e a cada 2 semanas por 1 mês, depois mensal. avaliar critérios de hunter para síndrome serotoninérgica (clônus espontâneo, induzido ou ocular, agitação, diaforese, tremor, hiperreflexia, temperatura >38°c)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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