Ritonavir + Ondansetrona
⚠O que acontece
Aumento moderado nos níveis de ondansetrona, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc. O risco absoluto de Torsades de Pointes é baixo, mas clinicamente relevante em pacientes com outros fatores de risco (distúrbios eletrolíticos, bradicardia, cardiopatia estrutural).
⚙Mecanismo
Ondansetrona é metabolizada principalmente por CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4, com contribuição menor de UGTs. Ritonavir inibe CYP3A4 (potente) e CYP2D6 (moderado). A inibição dessas vias pode aumentar a exposição à ondansetrona em ~2-3x, baseado em estudos com outros inibidores de CYP3A4. O risco de prolongamento QTc é dose-dependente e aditivo ao risco basal do ritonavir.
📋Conduta Clinica
A associação pode ser usada com cautela. Limitar dose de ondansetrona a 8 mg/dose única (máximo 16 mg/dia em adultos). Evitar uso intravenoso em bolus rápido. Não usar em pacientes com QTc basal > 450 ms ou com síndrome do QT longo congênito.
🔍O que monitorar
ECG basal antes do início e após 24-48h de uso concomitante. Monitorar K+ e Mg2+ séricos. Se QTc aumentar > 60 ms do basal ou > 500 ms, suspender ondansetrona.
↺Alternativas
Metoclopramida (sem risco de QTc) ou granisetrona (menor efeito em CYP3A4, mas ainda com risco teórico; monitorar ECG).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication (2011)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Ondansetrona?
A combinação de Ritonavir com Ondansetrona apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado nos níveis de ondansetrona, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc. O risco absoluto de Torsades de Pointes é baixo, mas clinicamente relevante em pacientes com outros fatores de risco (distúrbios eletrolíticos, bradicardia, cardiopatia estrutural). A associação pode ser usada com cautela. Limitar dose de ondansetrona a 8 mg/dose única (máximo 16 mg/dia em adultos). Evitar uso intravenoso em bolus rápido. Não usar em pacientes com QTc basal > 450 ms ou com síndrome do QT longo congênito.
Ritonavir e Ondansetrona interagem?
Sim, Ritonavir e Ondansetrona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ondansetrona é metabolizada principalmente por cyp1a2, cyp2d6 e cyp3a4, com contribuição menor de ugts. ritonavir inibe cyp3a4 (potente) e cyp2d6 (moderado). a inibição dessas vias pode aumentar a exposição à ondansetrona em ~2-3x, baseado em estudos com outros inibidores de cyp3a4. o risco de prolongamento qtc é dose-dependente e aditivo ao risco basal do ritonavir.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com cautela. limitar dose de ondansetrona a 8 mg/dose única (máximo 16 mg/dia em adultos). evitar uso intravenoso em bolus rápido. não usar em pacientes com qtc basal > 450 ms ou com síndrome do qt longo congênito..
Qual o risco de Ritonavir com Ondansetrona?
O risco da associação Ritonavir + Ondansetrona é classificado como MODERADA. Aumento moderado nos níveis de ondansetrona, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc. O risco absoluto de Torsades de Pointes é baixo, mas clinicamente relevante em pacientes com outros fatores de risco (distúrbios eletrolíticos, bradicardia, cardiopatia estrutural). Monitorar: ecg basal antes do início e após 24-48h de uso concomitante. monitorar k+ e mg2+ séricos. se qtc aumentar > 60 ms do basal ou > 500 ms, suspender ondansetrona..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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