Ritonavir + Omeprazol
⚠O que acontece
Redução significativa nos níveis de omeprazol, levando a falha terapêutica em pacientes com DRGE grave ou úlcera péptica. O pH intragástrico pode não ser adequadamente suprimido (pH <4 por mais de 4 horas).
⚙Mecanismo
Ritonavir é um indutor moderado de CYP2C19 (via ativação de PXR/CAR). Omeprazol é metabolizado principalmente por CYP2C19 (80% da depuração). A indução crônica (após 1-2 semanas de ritonavir) pode reduzir a AUC do omeprazol em 40-60%, diminuindo sua eficácia na supressão ácida.
📋Conduta Clinica
Aumentar a dose de omeprazol em 50-100% (ex: de 20 mg para 40 mg/dia) após 1 semana de ritonavir, com base na resposta sintomática. Monitorar eficácia (sintomas de refluxo, dor epigástrica). Se falha, trocar para um IBP não dependente de CYP2C19, como pantoprazol (metabolismo por CYP3A4 e sulfotransferase) ou rabeprazol (metabolismo não enzimático). Evitar omeprazol e esomeprazol.
🔍O que monitorar
Avaliação semanal dos sintomas de refluxo e dor epigástrica nas primeiras 4 semanas. Considerar pHmetria se suspeita de falha terapêutica.
↺Alternativas
Pantoprazol (menor dependência de CYP2C19) ou rabeprazol (metabolismo não enzimático).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Furuta et al., 2001
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Omeprazol?
A combinação de Ritonavir com Omeprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis de omeprazol, levando a falha terapêutica em pacientes com DRGE grave ou úlcera péptica. O pH intragástrico pode não ser adequadamente suprimido (pH <4 por mais de 4 horas). Aumentar a dose de omeprazol em 50-100% (ex: de 20 mg para 40 mg/dia) após 1 semana de ritonavir, com base na resposta sintomática. Monitorar eficácia (sintomas de refluxo, dor epigástrica). Se falha, trocar para um IBP não dependente de CYP2C19, como pantoprazol (metabolismo por CYP3A4 e sulfotransferase) ou rabeprazol (metabolismo não enzimático). Evitar omeprazol e esomeprazol.
Ritonavir e Omeprazol interagem?
Sim, Ritonavir e Omeprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir é um indutor moderado de cyp2c19 (via ativação de pxr/car). omeprazol é metabolizado principalmente por cyp2c19 (80% da depuração). a indução crônica (após 1-2 semanas de ritonavir) pode reduzir a auc do omeprazol em 40-60%, diminuindo sua eficácia na supressão ácida.. A conduta recomendada é: aumentar a dose de omeprazol em 50-100% (ex: de 20 mg para 40 mg/dia) após 1 semana de ritonavir, com base na resposta sintomática. monitorar eficácia (sintomas de refluxo, dor epigástrica). se falha, trocar para um ibp não dependente de cyp2c19, como pantoprazol (metabolismo por cyp3a4 e sulfotransferase) ou rabeprazol (metabolismo não enzimático). evitar omeprazol e esomeprazol..
Qual o risco de Ritonavir com Omeprazol?
O risco da associação Ritonavir + Omeprazol é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis de omeprazol, levando a falha terapêutica em pacientes com DRGE grave ou úlcera péptica. O pH intragástrico pode não ser adequadamente suprimido (pH <4 por mais de 4 horas). Monitorar: avaliação semanal dos sintomas de refluxo e dor epigástrica nas primeiras 4 semanas. considerar phmetria se suspeita de falha terapêutica..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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