Ritonavir + Glibenclamida
⚠O que acontece
Risco aumentado de hipoglicemia sintomática.
⚙Mecanismo
Ritonavir inibe fortemente CYP3A4 (Ki <0.1 μM) e moderadamente CYP2C9. Glibenclamida é substrato de ambos (CYP2C9 ~50%, CYP3A4 ~30%). Aumento AUC estimado 1,5-2x.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de glibenclamida em 25-50% (ex: de 10 mg para 5-7,5 mg/dia). Monitorar glicemia capilar 4x/dia nos primeiros 7 dias.
🔍O que monitorar
Glicemia de jejum e pós-prandial; sinais de hipoglicemia (sudorese, tremor). Ajustar dose a cada 3 dias conforme alvo 70-130 mg/dL.
↺Alternativas
Metformina ou linagliptina (menor interação CYP).
📚Referências
Flockhart; estudos de interação sulfonilureias com inibidores CYP3A4
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Glibenclamida?
A combinação de Ritonavir com Glibenclamida apresenta interação de gravidade moderada. Risco aumentado de hipoglicemia sintomática. Reduzir dose de glibenclamida em 25-50% (ex: de 10 mg para 5-7,5 mg/dia). Monitorar glicemia capilar 4x/dia nos primeiros 7 dias.
Ritonavir e Glibenclamida interagem?
Sim, Ritonavir e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir inibe fortemente cyp3a4 (ki <0.1 μm) e moderadamente cyp2c9. glibenclamida é substrato de ambos (cyp2c9 ~50%, cyp3a4 ~30%). aumento auc estimado 1,5-2x.. A conduta recomendada é: reduzir dose de glibenclamida em 25-50% (ex: de 10 mg para 5-7,5 mg/dia). monitorar glicemia capilar 4x/dia nos primeiros 7 dias..
Qual o risco de Ritonavir com Glibenclamida?
O risco da associação Ritonavir + Glibenclamida é classificado como MODERADA. Risco aumentado de hipoglicemia sintomática. Monitorar: glicemia de jejum e pós-prandial; sinais de hipoglicemia (sudorese, tremor). ajustar dose a cada 3 dias conforme alvo 70-130 mg/dl..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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