Ritonavir + Fluoxetina
⚠O que acontece
Aumento variável dos níveis de fluoxetina e ritonavir, com risco de síndrome serotoninérgica, prolongamento do intervalo QTc e arritmias.
⚙Mecanismo
Interação bidirecional: Ritonavir inibe CYP2D6 (IC50 ~2-5 μM) e CYP2C9 (IC50 ~10 μM). Fluoxetina é metabolizada por múltiplas vias (CYP2D6, CYP2C9, CYP3A4), mas também é inibidor potente do CYP2D6 e moderado do CYP3A4. A coadministração pode aumentar os níveis de fluoxetina (por inibição do CYP2D6/2C9) e também aumentar os níveis de ritonavir (por inibição do CYP3A4). O efeito líquido é imprevisível, mas há risco de toxicidade serotoninérgica e prolongamento do QT.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica e efeitos adversos (síndrome serotoninérgica: agitação, hipertermia, clônus). Considerar redução de dose de fluoxetina em 25-50% se necessário. Evitar outros fármacos serotoninérgicos.
🔍O que monitorar
ECG basal e seriado (QTc), eletrólitos (K+, Mg2+), sinais de síndrome serotoninérgica, resposta clínica.
↺Alternativas
Substituir fluoxetina por sertralina ou citalopram (menor inibição do CYP2D6) com monitorização. Evitar paroxetina (inibidor potente do CYP2D6).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Fluoxetina?
A combinação de Ritonavir com Fluoxetina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento variável dos níveis de fluoxetina e ritonavir, com risco de síndrome serotoninérgica, prolongamento do intervalo QTc e arritmias. Monitorar resposta clínica e efeitos adversos (síndrome serotoninérgica: agitação, hipertermia, clônus). Considerar redução de dose de fluoxetina em 25-50% se necessário. Evitar outros fármacos serotoninérgicos.
Ritonavir e Fluoxetina interagem?
Sim, Ritonavir e Fluoxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional: ritonavir inibe cyp2d6 (ic50 ~2-5 μm) e cyp2c9 (ic50 ~10 μm). fluoxetina é metabolizada por múltiplas vias (cyp2d6, cyp2c9, cyp3a4), mas também é inibidor potente do cyp2d6 e moderado do cyp3a4. a coadministração pode aumentar os níveis de fluoxetina (por inibição do cyp2d6/2c9) e também aumentar os níveis de ritonavir (por inibição do cyp3a4). o efeito líquido é imprevisível, mas há risco de toxicidade serotoninérgica e prolongamento do qt.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica e efeitos adversos (síndrome serotoninérgica: agitação, hipertermia, clônus). considerar redução de dose de fluoxetina em 25-50% se necessário. evitar outros fármacos serotoninérgicos..
Qual o risco de Ritonavir com Fluoxetina?
O risco da associação Ritonavir + Fluoxetina é classificado como MODERADA. Aumento variável dos níveis de fluoxetina e ritonavir, com risco de síndrome serotoninérgica, prolongamento do intervalo QTc e arritmias. Monitorar: ecg basal e seriado (qtc), eletrólitos (k+, mg2+), sinais de síndrome serotoninérgica, resposta clínica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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