Ritonavir + Celecoxibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento nos níveis de celecoxibe, com risco de injúria renal aguda (especialmente em pacientes com depleção de volume ou uso concomitante de IECA/BRA), hipertensão e retenção hídrica. O risco cardiovascular também pode aumentar com exposição elevada.

Mecanismo

Ritonavir é um inibidor moderado do CYP2C9 (IC50 ~5 μM). Celecoxibe é metabolizado principalmente por CYP2C9 (70-80% da depuração). A inibição pode aumentar a AUC do celecoxibe em 50-100%, elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes, como nefrotoxicidade e eventos cardiovasculares.

📋Conduta Clinica

Iniciar celecoxibe na menor dose eficaz (ex: 100 mg/dia) e monitorar função renal e pressão arterial semanalmente no primeiro mês. Se TFG cair >30% ou creatinina aumentar >0.3 mg/dL, reduzir dose ou suspender. Evitar em pacientes com TFG <30 mL/min. Considerar AINEs com menor dependência de CYP2C9, como naproxeno (metabolismo por glucuronidação) ou usar analgésicos não AINEs.

🔍O que monitorar

Creatinina sérica, TFG, pressão arterial no início, semanalmente por 4 semanas e depois mensalmente. Sinais de retenção hídrica (edema, dispneia).

Alternativas

Naproxeno (menor metabolismo por CYP2C9) ou paracetamol/tramadol para dor leve a moderada.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Kirchheiner et al., 2002

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ritonavir com Celecoxibe?

A combinação de Ritonavir com Celecoxibe apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis de celecoxibe, com risco de injúria renal aguda (especialmente em pacientes com depleção de volume ou uso concomitante de IECA/BRA), hipertensão e retenção hídrica. O risco cardiovascular também pode aumentar com exposição elevada. Iniciar celecoxibe na menor dose eficaz (ex: 100 mg/dia) e monitorar função renal e pressão arterial semanalmente no primeiro mês. Se TFG cair >30% ou creatinina aumentar >0.3 mg/dL, reduzir dose ou suspender. Evitar em pacientes com TFG <30 mL/min. Considerar AINEs com menor dependência de CYP2C9, como naproxeno (metabolismo por glucuronidação) ou usar analgésicos não AINEs.

Ritonavir e Celecoxibe interagem?

Sim, Ritonavir e Celecoxibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir é um inibidor moderado do cyp2c9 (ic50 ~5 μm). celecoxibe é metabolizado principalmente por cyp2c9 (70-80% da depuração). a inibição pode aumentar a auc do celecoxibe em 50-100%, elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes, como nefrotoxicidade e eventos cardiovasculares.. A conduta recomendada é: iniciar celecoxibe na menor dose eficaz (ex: 100 mg/dia) e monitorar função renal e pressão arterial semanalmente no primeiro mês. se tfg cair >30% ou creatinina aumentar >0.3 mg/dl, reduzir dose ou suspender. evitar em pacientes com tfg <30 ml/min. considerar aines com menor dependência de cyp2c9, como naproxeno (metabolismo por glucuronidação) ou usar analgésicos não aines..

Qual o risco de Ritonavir com Celecoxibe?

O risco da associação Ritonavir + Celecoxibe é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis de celecoxibe, com risco de injúria renal aguda (especialmente em pacientes com depleção de volume ou uso concomitante de IECA/BRA), hipertensão e retenção hídrica. O risco cardiovascular também pode aumentar com exposição elevada. Monitorar: creatinina sérica, tfg, pressão arterial no início, semanalmente por 4 semanas e depois mensalmente. sinais de retenção hídrica (edema, dispneia)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
Amiodarona + Morfina

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

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