Ritonavir + Aripiprazol
⚠O que acontece
Aumento significativo (2-3x) nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, sedação, sintomas extrapiramidais e risco de prolongamento QTc.
⚙Mecanismo
Ritonavir é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0.1 μM) e inibidor moderado do CYP2D6. O aripiprazol é metabolizado principalmente por CYP3A4 e CYP2D6. A coadministração resulta em aumento significativo da exposição ao aripiprazol: estudos de farmacocinética mostram que o cetoconazol (inibidor potente do CYP3A4) aumenta a AUC do aripiprazol em 63%, enquanto a quinidina (inibidor do CYP2D6) aumenta em 112%. O ritonavir, ao inibir ambas as vias, pode aumentar a AUC do aripiprazol em aproximadamente 2-3 vezes, elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, parkinsonismo, sedação e prolongamento do intervalo QTc.
📋Conduta Clinica
Reduzir a dose de aripiprazol para metade da dose usual ao iniciar ritonavir. Para pacientes em uso de aripiprazol 15 mg/dia, reduzir para 7,5 mg/dia. Ajustar dose baseado na resposta clínica e tolerabilidade. Se ritonavir for descontinuado, aumentar a dose de aripiprazol gradualmente de volta ao nível anterior.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (eficácia antipsicótica), efeitos adversos extrapiramidais (escala de Simpson-Angus), sedação, e ECG basal e após 1-2 semanas do início da coadministração para avaliar QTc.
↺Alternativas
Considerar antipsicóticos com menor dependência do CYP3A4, como paliperidona (excreção renal) ou olanzapina (metabolismo por múltiplas vias não-CYP). Se necessário manter aripiprazol, usar LAI (long-acting injectable) que sofre menos efeito de primeira passagem.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Label Aripiprazol; Estudo de interação com cetoconazol e quinidina.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Aripiprazol?
A combinação de Ritonavir com Aripiprazol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo (2-3x) nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, sedação, sintomas extrapiramidais e risco de prolongamento QTc. Reduzir a dose de aripiprazol para metade da dose usual ao iniciar ritonavir. Para pacientes em uso de aripiprazol 15 mg/dia, reduzir para 7,5 mg/dia. Ajustar dose baseado na resposta clínica e tolerabilidade. Se ritonavir for descontinuado, aumentar a dose de aripiprazol gradualmente de volta ao nível anterior.
Ritonavir e Aripiprazol interagem?
Sim, Ritonavir e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0.1 μm) e inibidor moderado do cyp2d6. o aripiprazol é metabolizado principalmente por cyp3a4 e cyp2d6. a coadministração resulta em aumento significativo da exposição ao aripiprazol: estudos de farmacocinética mostram que o cetoconazol (inibidor potente do cyp3a4) aumenta a auc do aripiprazol em 63%, enquanto a quinidina (inibidor do cyp2d6) aumenta em 112%. o ritonavir, ao inibir ambas as vias, pode aumentar a auc do aripiprazol em aproximadamente 2-3 vezes, elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, parkinsonismo, sedação e prolongamento do intervalo qtc.. A conduta recomendada é: reduzir a dose de aripiprazol para metade da dose usual ao iniciar ritonavir. para pacientes em uso de aripiprazol 15 mg/dia, reduzir para 7,5 mg/dia. ajustar dose baseado na resposta clínica e tolerabilidade. se ritonavir for descontinuado, aumentar a dose de aripiprazol gradualmente de volta ao nível anterior..
Qual o risco de Ritonavir com Aripiprazol?
O risco da associação Ritonavir + Aripiprazol é classificado como MODERADA. Aumento significativo (2-3x) nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, sedação, sintomas extrapiramidais e risco de prolongamento QTc. Monitorar: monitorar resposta clínica (eficácia antipsicótica), efeitos adversos extrapiramidais (escala de simpson-angus), sedação, e ecg basal e após 1-2 semanas do início da coadministração para avaliar qtc..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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