Rifampicina + Voriconazol
⚠O que acontece
Redução drástica dos níveis de voriconazol, com alto risco de falha terapêutica em infecções fúngicas graves (aspergilose invasiva). Relatos de caso mostram níveis indetectáveis e progressão da infecção. Contraindicado em bula.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP2C19 (via principal, ~70% do metabolismo, polimórfica), CYP2C9 (via menor) e CYP3A4 (via menor). A indução pode reduzir a AUC do voriconazol em 80-95%, com níveis frequentemente indetectáveis. O voriconazol tem índice terapêutico estreito (alvo: 1-5,5 μg/mL) e metabolismo saturável, tornando a interação imprevisível e perigosa.
📋Conduta Clinica
EVITAR a associação. É contraindicada. Se absolutamente necessário (ex: tuberculose e aspergilose), considerar: 1) Substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco, mas ainda reduz voriconazol em 50-70%); 2) Monitorar níveis séricos de voriconazol estritamente (alvo: 1-5,5 μg/mL) e ajustar dose; pode ser necessário aumentar dose em 3-5x, mas há risco de toxicidade hepática e visual; 3) Usar anfotericina B ou equinocandina como alternativa antifúngica. Ao descontinuar rifampicina, reduzir voriconazol gradualmente para evitar toxicidade.
🔍O que monitorar
Nível sérico de voriconazol semanalmente até estabilização (4-6 semanas). TGO/TGP, bilirrubina e ECG (QTc) basal e semanal. Avaliação oftalmológica mensal. Resposta clínica (cultura, imagem, sintomas).
↺Alternativas
Substituir rifampicina por rifabutina com monitoramento rigoroso, ou usar antifúngico não dependente de CYP: anfotericina B lipossomal, caspofungina, micafungina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Geist et al., 2007, Antimicrob Agents Chemother; Bula do Voriconazol (Pfizer)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Voriconazol?
A combinação de Rifampicina com Voriconazol apresenta interação de gravidade grave. Redução drástica dos níveis de voriconazol, com alto risco de falha terapêutica em infecções fúngicas graves (aspergilose invasiva). Relatos de caso mostram níveis indetectáveis e progressão da infecção. Contraindicado em bula. EVITAR a associação. É contraindicada. Se absolutamente necessário (ex: tuberculose e aspergilose), considerar: 1) Substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco, mas ainda reduz voriconazol em 50-70%); 2) Monitorar níveis séricos de voriconazol estritamente (alvo: 1-5,5 μg/mL) e ajustar dose; pode ser necessário aumentar dose em 3-5x, mas há risco de toxicidade hepática e visual; 3) Usar anfotericina B ou equinocandina como alternativa antifúngica. Ao descontinuar rifampicina, reduzir voriconazol gradualmente para evitar toxicidade.
Rifampicina e Voriconazol interagem?
Sim, Rifampicina e Voriconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp2c19 (via principal, ~70% do metabolismo, polimórfica), cyp2c9 (via menor) e cyp3a4 (via menor). a indução pode reduzir a auc do voriconazol em 80-95%, com níveis frequentemente indetectáveis. o voriconazol tem índice terapêutico estreito (alvo: 1-5,5 μg/ml) e metabolismo saturável, tornando a interação imprevisível e perigosa.. A conduta recomendada é: evitar a associação. é contraindicada. se absolutamente necessário (ex: tuberculose e aspergilose), considerar: 1) substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco, mas ainda reduz voriconazol em 50-70%); 2) monitorar níveis séricos de voriconazol estritamente (alvo: 1-5,5 μg/ml) e ajustar dose; pode ser necessário aumentar dose em 3-5x, mas há risco de toxicidade hepática e visual; 3) usar anfotericina b ou equinocandina como alternativa antifúngica. ao descontinuar rifampicina, reduzir voriconazol gradualmente para evitar toxicidade..
Qual o risco de Rifampicina com Voriconazol?
O risco da associação Rifampicina + Voriconazol é classificado como GRAVE. Redução drástica dos níveis de voriconazol, com alto risco de falha terapêutica em infecções fúngicas graves (aspergilose invasiva). Relatos de caso mostram níveis indetectáveis e progressão da infecção. Contraindicado em bula. Monitorar: nível sérico de voriconazol semanalmente até estabilização (4-6 semanas). tgo/tgp, bilirrubina e ecg (qtc) basal e semanal. avaliação oftalmológica mensal. resposta clínica (cultura, imagem, sintomas)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 (moderada) e 2C9; voriconazol é substrato de CYP3A4, 2C9 e 2C19. Aumento de AUC de voriconazol estimado em 80-120%.
Interação bidirecional: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM) e Cetoconazol é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.1 µM). Cetoconazol inibe também a glicoproteína-P (P-gp), aumentando absorção e reduzindo efluxo de Verapamil. Estudos mostram aumento de 3-5x na AUC do Cetoconazol e 2-3x na AUC do Verapamil quando coadministrados.
Interação bidirecional potente: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM) e Itraconazol é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.1 µM) e P-gp. Itraconazol aumenta AUC do Verapamil em 2-3x. Verapamil aumenta AUC do Itraconazol em 2-4x. Ambos prolongam QTc por bloqueio de canais hERG (IKr), com efeito aditivo.
Interação bidirecional: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via do Voriconazol (contribuição CYP3A4 ~70%). Voriconazol é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.5 µM), aumentando AUC do Verapamil em 2-3x. Ambos prolongam QTc por bloqueio de canais hERG (IKr), com efeito aditivo. Voriconazol também inibe CYP2C19 (via secundária do Verapamil).
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.