Rifampicina + Valproato
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis séricos de valproato, com risco de perda de controle de crises ou episódios maníacos. Relatos de caso mostram necessidade de dobrar a dose de valproato para manter níveis terapêuticos (50-100 μg/mL). O índice terapêutico estreito e a variabilidade interindividual aumentam o risco.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP2C9 (via menor do valproato, ~10-20% do metabolismo) e, principalmente, a glucuronidação via UGT1A3, UGT1A6 e UGT2B7 (via principal, ~50% do metabolismo). A indução da glucuronidação pode aumentar o clearance do valproato em 2-3 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos em 40-60%. O valproato também inibe CYP2C9, mas a indução pela rifampicina predomina.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável: 1) Aumentar dose de valproato em 50-100% no início da rifampicina; 2) Monitorar níveis séricos (alvo: 50-100 μg/mL) semanalmente até estabilização (2-4 semanas); 3) Ao descontinuar rifampicina, reduzir valproato gradualmente (25-50% a cada 3-5 dias) para evitar toxicidade (tremor, sedação, hepatotoxicidade). Considerar alternativa não indutora (ex: rifabutina) ou anticonvulsivante/estabilizador de humor não dependente de glucuronidação (ex: lamotrigina, mas com cautela pela interação valproato-lamotrigina).
🔍O que monitorar
Nível sérico de valproato semanalmente por 4 semanas, depois mensal. Hemograma, TGO/TGP e amilase/lipase basal e mensal. Resposta clínica (controle de crises/humor). Sinais de toxicidade (tremor, sedação, hiperamonemia).
↺Alternativas
Substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco de UGT) ou usar estabilizador de humor alternativo como lítio (monitorar níveis) ou antipsicótico atípico.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudos de caso (ex: Wen et al., 2008, Br J Clin Pharmacol)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Valproato?
A combinação de Rifampicina com Valproato apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis séricos de valproato, com risco de perda de controle de crises ou episódios maníacos. Relatos de caso mostram necessidade de dobrar a dose de valproato para manter níveis terapêuticos (50-100 μg/mL). O índice terapêutico estreito e a variabilidade interindividual aumentam o risco. Evitar a associação. Se inevitável: 1) Aumentar dose de valproato em 50-100% no início da rifampicina; 2) Monitorar níveis séricos (alvo: 50-100 μg/mL) semanalmente até estabilização (2-4 semanas); 3) Ao descontinuar rifampicina, reduzir valproato gradualmente (25-50% a cada 3-5 dias) para evitar toxicidade (tremor, sedação, hepatotoxicidade). Considerar alternativa não indutora (ex: rifabutina) ou anticonvulsivante/estabilizador de humor não dependente de glucuronidação (ex: lamotrigina, mas com cautela pela interação valproato-lamotrigina).
Rifampicina e Valproato interagem?
Sim, Rifampicina e Valproato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp2c9 (via menor do valproato, ~10-20% do metabolismo) e, principalmente, a glucuronidação via ugt1a3, ugt1a6 e ugt2b7 (via principal, ~50% do metabolismo). a indução da glucuronidação pode aumentar o clearance do valproato em 2-3 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos em 40-60%. o valproato também inibe cyp2c9, mas a indução pela rifampicina predomina.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) aumentar dose de valproato em 50-100% no início da rifampicina; 2) monitorar níveis séricos (alvo: 50-100 μg/ml) semanalmente até estabilização (2-4 semanas); 3) ao descontinuar rifampicina, reduzir valproato gradualmente (25-50% a cada 3-5 dias) para evitar toxicidade (tremor, sedação, hepatotoxicidade). considerar alternativa não indutora (ex: rifabutina) ou anticonvulsivante/estabilizador de humor não dependente de glucuronidação (ex: lamotrigina, mas com cautela pela interação valproato-lamotrigina)..
Qual o risco de Rifampicina com Valproato?
O risco da associação Rifampicina + Valproato é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis séricos de valproato, com risco de perda de controle de crises ou episódios maníacos. Relatos de caso mostram necessidade de dobrar a dose de valproato para manter níveis terapêuticos (50-100 μg/mL). O índice terapêutico estreito e a variabilidade interindividual aumentam o risco. Monitorar: nível sérico de valproato semanalmente por 4 semanas, depois mensal. hemograma, tgo/tgp e amilase/lipase basal e mensal. resposta clínica (controle de crises/humor). sinais de toxicidade (tremor, sedação, hiperamonemia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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