Rifampicina + Trazodona
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis de trazodona, podendo resultar em perda de eficácia antidepressiva ou hipnótica. O aumento do metabólito mCPP, que tem efeitos serotoninérgicos, pode causar náusea, tontura ou ansiedade paradoxal.
⚙Mecanismo
A trazodona é extensamente metabolizada pelo CYP3A4 a um metabólito ativo, m-clorofenilpiperazina (mCPP). A rifampicina é um potente indutor do CYP3A4. Um estudo farmacocinético demonstrou que a coadministração de rifampicina reduziu a AUC da trazodona em 60% e a meia-vida em 50%, com aumento correspondente na formação de mCPP.
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração. Se necessário, aumentar a dose de trazodona com titulação cuidadosa (ex.: aumentar em 50 mg a cada 3-4 dias) até o efeito clínico desejado, monitorando sedação e tolerabilidade. A dose pode precisar ser duplicada ou triplicada. Após a retirada da rifampicina, reduzir a trazodona para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva e risco de síndrome serotoninérgica.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (sono, humor) e sinais de toxicidade serotoninérgica (agitação, taquicardia, hipertermia). ECG com QTc basal e após ajustes de dose, devido ao risco de prolongamento do intervalo QT em doses elevadas.
↺Alternativas
Trocar a rifampicina por um agente não indutor, se possível. Como alternativa à trazodona, pode-se usar um hipnótico não metabolizado pelo CYP3A4, como zolpidem (substrato menor do CYP3A4) ou melatonina, ou um antidepressivo como a mirtazapina (substrato de múltiplas CYPs, mas com menor impacto documentado).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Kivistö KT et al. Clin Pharmacol Ther. 1997;61(4):459-66.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Trazodona?
A combinação de Rifampicina com Trazodona apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis de trazodona, podendo resultar em perda de eficácia antidepressiva ou hipnótica. O aumento do metabólito mCPP, que tem efeitos serotoninérgicos, pode causar náusea, tontura ou ansiedade paradoxal. Evitar a coadministração. Se necessário, aumentar a dose de trazodona com titulação cuidadosa (ex.: aumentar em 50 mg a cada 3-4 dias) até o efeito clínico desejado, monitorando sedação e tolerabilidade. A dose pode precisar ser duplicada ou triplicada. Após a retirada da rifampicina, reduzir a trazodona para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva e risco de síndrome serotoninérgica.
Rifampicina e Trazodona interagem?
Sim, Rifampicina e Trazodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a trazodona é extensamente metabolizada pelo cyp3a4 a um metabólito ativo, m-clorofenilpiperazina (mcpp). a rifampicina é um potente indutor do cyp3a4. um estudo farmacocinético demonstrou que a coadministração de rifampicina reduziu a auc da trazodona em 60% e a meia-vida em 50%, com aumento correspondente na formação de mcpp.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se necessário, aumentar a dose de trazodona com titulação cuidadosa (ex.: aumentar em 50 mg a cada 3-4 dias) até o efeito clínico desejado, monitorando sedação e tolerabilidade. a dose pode precisar ser duplicada ou triplicada. após a retirada da rifampicina, reduzir a trazodona para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva e risco de síndrome serotoninérgica..
Qual o risco de Rifampicina com Trazodona?
O risco da associação Rifampicina + Trazodona é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis de trazodona, podendo resultar em perda de eficácia antidepressiva ou hipnótica. O aumento do metabólito mCPP, que tem efeitos serotoninérgicos, pode causar náusea, tontura ou ansiedade paradoxal. Monitorar: monitorar resposta clínica (sono, humor) e sinais de toxicidade serotoninérgica (agitação, taquicardia, hipertermia). ecg com qtc basal e após ajustes de dose, devido ao risco de prolongamento do intervalo qt em doses elevadas..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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