Rifampicina + Quetiapina
⚠O que acontece
Redução profunda dos níveis de quetiapina, resultando em perda quase completa da eficácia antipsicótica, antidepressiva ou estabilizadora do humor. Os sintomas psiquiátricos podem recrudescer rapidamente.
⚙Mecanismo
A quetiapina é primariamente metabolizada pelo CYP3A4 a metabólitos ativos e inativos. A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4. Um estudo farmacocinético em voluntários saudáveis demonstrou que a rifampicina reduziu a AUC da quetiapina em 83% e a Cmax em 75%, com diminuição drástica da meia-vida.
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração. Se for absolutamente necessário, a dose de quetiapina precisará ser aumentada significativamente, potencialmente em 5 a 6 vezes a dose usual, o que é difícil de manejar devido ao risco de efeitos adversos imprevisíveis. Titular rapidamente (ex.: aumentar 100-200 mg/dia a cada 2-3 dias) sob supervisão rigorosa. Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a quetiapina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação intensa, hipotensão e risco de convulsões.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (sintomas-alvo) e efeitos adversos (sedação, hipotensão postural, ganho de peso, glicemia). ECG com QTc basal e durante o ajuste. TDM de quetiapina, se disponível, embora a janela terapêutica não seja bem estabelecida.
↺Alternativas
Substituir a rifampicina por um antibiótico não indutor. Como alternativa à quetiapina, considerar um antipsicótico com metabolismo menos dependente do CYP3A4, como a paliperidona (excreção renal) ou a olanzapina (CYP1A2), ou um estabilizador do humor como lítio (excreção renal) ou valproato (metabolismo por glucuronidação e CYP2C9/19, menos afetado).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Grimm SW et al. Br J Clin Pharmacol. 2006;61(1):58-69.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Quetiapina?
A combinação de Rifampicina com Quetiapina apresenta interação de gravidade moderada. Redução profunda dos níveis de quetiapina, resultando em perda quase completa da eficácia antipsicótica, antidepressiva ou estabilizadora do humor. Os sintomas psiquiátricos podem recrudescer rapidamente. Evitar a coadministração. Se for absolutamente necessário, a dose de quetiapina precisará ser aumentada significativamente, potencialmente em 5 a 6 vezes a dose usual, o que é difícil de manejar devido ao risco de efeitos adversos imprevisíveis. Titular rapidamente (ex.: aumentar 100-200 mg/dia a cada 2-3 dias) sob supervisão rigorosa. Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a quetiapina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação intensa, hipotensão e risco de convulsões.
Rifampicina e Quetiapina interagem?
Sim, Rifampicina e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a quetiapina é primariamente metabolizada pelo cyp3a4 a metabólitos ativos e inativos. a rifampicina é um indutor potente do cyp3a4. um estudo farmacocinético em voluntários saudáveis demonstrou que a rifampicina reduziu a auc da quetiapina em 83% e a cmax em 75%, com diminuição drástica da meia-vida.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se for absolutamente necessário, a dose de quetiapina precisará ser aumentada significativamente, potencialmente em 5 a 6 vezes a dose usual, o que é difícil de manejar devido ao risco de efeitos adversos imprevisíveis. titular rapidamente (ex.: aumentar 100-200 mg/dia a cada 2-3 dias) sob supervisão rigorosa. após a descontinuação da rifampicina, reduzir a quetiapina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação intensa, hipotensão e risco de convulsões..
Qual o risco de Rifampicina com Quetiapina?
O risco da associação Rifampicina + Quetiapina é classificado como MODERADA. Redução profunda dos níveis de quetiapina, resultando em perda quase completa da eficácia antipsicótica, antidepressiva ou estabilizadora do humor. Os sintomas psiquiátricos podem recrudescer rapidamente. Monitorar: monitorar resposta clínica (sintomas-alvo) e efeitos adversos (sedação, hipotensão postural, ganho de peso, glicemia). ecg com qtc basal e durante o ajuste. tdm de quetiapina, se disponível, embora a janela terapêutica não seja bem estabelecida..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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