Rifampicina + Prednisona
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis plasmáticos de prednisolona ativa, com perda de eficácia anti-inflamatória e imunossupressora. Pode resultar em exacerbação de doenças autoimunes, rejeição de transplantes ou crise asmática.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP3A4 (principal via da prednisona, Km ~15-25 µM). A prednisona é um pró-fármaco que requer ativação hepática a prednisolona (também substrato CYP3A4). A indução pode aumentar a depuração da prednisolona em 2-4 vezes, reduzindo a AUC em 40-60% e a meia-vida em 30-50%. Estudos clínicos mostram redução significativa do efeito anti-inflamatório e imunossupressor, com risco de falha terapêutica em doenças autoimunes, asma ou transplantes.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica (sinais de inflamação, função do enxerto). Aumentar a dose de prednisona em 50-100% (ex: de 20 mg para 30-40 mg/dia) dividida em duas tomadas durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar supressão adrenal. Considerar corticosteroides alternativos como deflazacorte (menor metabolismo CYP3A4) ou ajuste de dose baseado na resposta clínica.
🔍O que monitorar
Avaliação clínica da condição de base (ex: escalas de atividade de doença autoimune, VEF1 em asma, função renal em transplante), glicemia capilar, pressão arterial, sinais de síndrome de Cushing iatrogênica.
↺Alternativas
Substituir rifampicina por outro tuberculostático não indutor se possível. Ou usar corticosteroide alternativo como deflazacorte (menor impacto da indução) ou metilprednisolona (também substrato CYP3A4, mas pode ser ajustada). Em transplantes, considerar ajuste de outros imunossupressores (ex: ciclosporina, tacrolimo) que também são afetados pela rifampicina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo clínico: Lee KH, et al. Eur J Clin Pharmacol. 1993;45(3):287-289.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Prednisona?
A combinação de Rifampicina com Prednisona apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de prednisolona ativa, com perda de eficácia anti-inflamatória e imunossupressora. Pode resultar em exacerbação de doenças autoimunes, rejeição de transplantes ou crise asmática. Monitorar resposta clínica (sinais de inflamação, função do enxerto). Aumentar a dose de prednisona em 50-100% (ex: de 20 mg para 30-40 mg/dia) dividida em duas tomadas durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar supressão adrenal. Considerar corticosteroides alternativos como deflazacorte (menor metabolismo CYP3A4) ou ajuste de dose baseado na resposta clínica.
Rifampicina e Prednisona interagem?
Sim, Rifampicina e Prednisona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4 (principal via da prednisona, km ~15-25 µm). a prednisona é um pró-fármaco que requer ativação hepática a prednisolona (também substrato cyp3a4). a indução pode aumentar a depuração da prednisolona em 2-4 vezes, reduzindo a auc em 40-60% e a meia-vida em 30-50%. estudos clínicos mostram redução significativa do efeito anti-inflamatório e imunossupressor, com risco de falha terapêutica em doenças autoimunes, asma ou transplantes.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (sinais de inflamação, função do enxerto). aumentar a dose de prednisona em 50-100% (ex: de 20 mg para 30-40 mg/dia) dividida em duas tomadas durante o uso de rifampicina. após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar supressão adrenal. considerar corticosteroides alternativos como deflazacorte (menor metabolismo cyp3a4) ou ajuste de dose baseado na resposta clínica..
Qual o risco de Rifampicina com Prednisona?
O risco da associação Rifampicina + Prednisona é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de prednisolona ativa, com perda de eficácia anti-inflamatória e imunossupressora. Pode resultar em exacerbação de doenças autoimunes, rejeição de transplantes ou crise asmática. Monitorar: avaliação clínica da condição de base (ex: escalas de atividade de doença autoimune, vef1 em asma, função renal em transplante), glicemia capilar, pressão arterial, sinais de síndrome de cushing iatrogênica..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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