Rifampicina + Pantoprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução moderada dos níveis plasmáticos de pantoprazol, com possível perda de eficácia na supressão ácida, especialmente em pacientes com genótipo metabolizador rápido (CYP2C19*1/*1). Pode resultar em falha terapêutica em DRGE grave ou úlceras.

Mecanismo

Rifampicina induz CYP2C19 (principal via do pantoprazol, Km ~5-10 µM) e, em menor grau, CYP3A4. A indução pode aumentar a depuração do pantoprazol em 2-3 vezes, reduzindo a AUC em 30-50% e a meia-vida em 20-40%. Estudos clínicos mostram redução moderada da supressão ácida, mas com variabilidade interindividual significativa (dependente do genótipo CYP2C19).

📋Conduta Clinica

Monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica). Se necessário, aumentar a dose de pantoprazol em 50-100% (ex: de 40 mg para 60-80 mg/dia) ou dividir em duas tomadas durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose. Considerar IBPs menos dependentes de CYP2C19 (ex: rabeprazol) ou antiácidos de ação local.

🔍O que monitorar

Avaliação de sintomas (questionário GERD-Q), pHmetria esofágica se disponível, sinais de complicações (disfagia, perda de peso), função hepática (TGO/TGP mensal).

Alternativas

Substituir rifampicina por outro tuberculostático não indutor se possível. Ou usar IBP alternativo como rabeprazol (metabolismo não enzimático parcial) ou esomeprazol (menor impacto da indução). Antiácidos ou sucralfato podem ser usados como adjuvantes.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo clínico: Tanaka M, et al. Clin Pharmacol Ther. 2001;69(3):158-166.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Pantoprazol?

A combinação de Rifampicina com Pantoprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada dos níveis plasmáticos de pantoprazol, com possível perda de eficácia na supressão ácida, especialmente em pacientes com genótipo metabolizador rápido (CYP2C19*1/*1). Pode resultar em falha terapêutica em DRGE grave ou úlceras. Monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica). Se necessário, aumentar a dose de pantoprazol em 50-100% (ex: de 40 mg para 60-80 mg/dia) ou dividir em duas tomadas durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose. Considerar IBPs menos dependentes de CYP2C19 (ex: rabeprazol) ou antiácidos de ação local.

Rifampicina e Pantoprazol interagem?

Sim, Rifampicina e Pantoprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp2c19 (principal via do pantoprazol, km ~5-10 µm) e, em menor grau, cyp3a4. a indução pode aumentar a depuração do pantoprazol em 2-3 vezes, reduzindo a auc em 30-50% e a meia-vida em 20-40%. estudos clínicos mostram redução moderada da supressão ácida, mas com variabilidade interindividual significativa (dependente do genótipo cyp2c19).. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica). se necessário, aumentar a dose de pantoprazol em 50-100% (ex: de 40 mg para 60-80 mg/dia) ou dividir em duas tomadas durante o uso de rifampicina. após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose. considerar ibps menos dependentes de cyp2c19 (ex: rabeprazol) ou antiácidos de ação local..

Qual o risco de Rifampicina com Pantoprazol?

O risco da associação Rifampicina + Pantoprazol é classificado como MODERADA. Redução moderada dos níveis plasmáticos de pantoprazol, com possível perda de eficácia na supressão ácida, especialmente em pacientes com genótipo metabolizador rápido (CYP2C19*1/*1). Pode resultar em falha terapêutica em DRGE grave ou úlceras. Monitorar: avaliação de sintomas (questionário gerd-q), phmetria esofágica se disponível, sinais de complicações (disfagia, perda de peso), função hepática (tgo/tgp mensal)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

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