Rifampicina + Ondansetrona
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com possível perda de eficácia antiemética (náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, radioterapia ou pós-operatórios). Risco de falha no controle de êmese.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP3A4 e CYP1A2 (principais vias de metabolismo da ondansetrona, responsáveis por >80% do clearance). A indução do CYP1A2 é mediada via AhR, e do CYP3A4 via PXR. Estudos mostram redução da AUC da ondansetrona em 50-65% e da Cmax em 40-50% quando coadministrada com rifampicina. A meia-vida pode ser reduzida de 3-6h para 1-2h. A ondansetrona também é substrato menor do CYP2D6, mas esta via não é significativamente afetada.
📋Conduta Clinica
Se a coadministração for necessária, aumentar a dose de ondansetrona em 2-3 vezes (ex: de 8mg para 16-24mg IV/oral) e monitorar resposta. A dose máxima diária é de 32mg em adultos. Considerar o uso de granisetrona ou palonosetrona (menor metabolismo via CYP1A2) como alternativas. Após descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de ondansetrona para evitar toxicidade (cefaleia, constipação, prolongamento do QTc).
🔍O que monitorar
ECG basal e seriado (QTc) especialmente com doses elevadas. Monitorar resposta clínica (controle de vômitos, náuseas). Eletrólitos (K+, Mg2+) para minimizar risco de arritmias.
↺Alternativas
Substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco). Alternativamente, usar granisetrona (metabolismo via CYP3A4, mas menor impacto clínico) ou palonosetrona (metabolismo principalmente via CYP2D6 e CYP1A2, mas com menor indução).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos de interação rifampicina-ondansetrona (AUC reduzida em 50-65%)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Ondansetrona?
A combinação de Rifampicina com Ondansetrona apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com possível perda de eficácia antiemética (náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, radioterapia ou pós-operatórios). Risco de falha no controle de êmese. Se a coadministração for necessária, aumentar a dose de ondansetrona em 2-3 vezes (ex: de 8mg para 16-24mg IV/oral) e monitorar resposta. A dose máxima diária é de 32mg em adultos. Considerar o uso de granisetrona ou palonosetrona (menor metabolismo via CYP1A2) como alternativas. Após descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de ondansetrona para evitar toxicidade (cefaleia, constipação, prolongamento do QTc).
Rifampicina e Ondansetrona interagem?
Sim, Rifampicina e Ondansetrona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4 e cyp1a2 (principais vias de metabolismo da ondansetrona, responsáveis por >80% do clearance). a indução do cyp1a2 é mediada via ahr, e do cyp3a4 via pxr. estudos mostram redução da auc da ondansetrona em 50-65% e da cmax em 40-50% quando coadministrada com rifampicina. a meia-vida pode ser reduzida de 3-6h para 1-2h. a ondansetrona também é substrato menor do cyp2d6, mas esta via não é significativamente afetada.. A conduta recomendada é: se a coadministração for necessária, aumentar a dose de ondansetrona em 2-3 vezes (ex: de 8mg para 16-24mg iv/oral) e monitorar resposta. a dose máxima diária é de 32mg em adultos. considerar o uso de granisetrona ou palonosetrona (menor metabolismo via cyp1a2) como alternativas. após descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de ondansetrona para evitar toxicidade (cefaleia, constipação, prolongamento do qtc)..
Qual o risco de Rifampicina com Ondansetrona?
O risco da associação Rifampicina + Ondansetrona é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com possível perda de eficácia antiemética (náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, radioterapia ou pós-operatórios). Risco de falha no controle de êmese. Monitorar: ecg basal e seriado (qtc) especialmente com doses elevadas. monitorar resposta clínica (controle de vômitos, náuseas). eletrólitos (k+, mg2+) para minimizar risco de arritmias..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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