Rifampicina + Omeprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução acentuada dos níveis plasmáticos de omeprazol, com perda significativa da eficácia na supressão ácida. Pode resultar em falha terapêutica em úlceras pépticas, DRGE ou erradicação de H. pylori.

Mecanismo

Rifampicina induz CYP3A4 e CYP2C19 (principais vias do omeprazol, Km ~5-15 µM para CYP2C19 e ~20-50 µM para CYP3A4). A indução pode aumentar a depuração do omeprazol em 3-5 vezes, reduzindo a AUC em 60-80% e a meia-vida em 50-70%. Estudos clínicos mostram redução significativa da supressão ácida gástrica (pH intragástrico <4 por menos tempo).

📋Conduta Clinica

Monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica). Aumentar a dose de omeprazol em 2-3 vezes (ex: de 20 mg para 40-60 mg/dia) ou dividir em duas tomadas (manhã e noite) durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar hipergastrinemia. Considerar IBPs menos dependentes de CYP2C19 (ex: pantoprazol, rabeprazol) ou antiácidos de ação local.

🔍O que monitorar

Avaliação de sintomas (questionário GERD-Q), pHmetria esofágica se disponível, sinais de complicações (disfagia, perda de peso), função hepática (TGO/TGP mensal).

Alternativas

Substituir rifampicina por outro tuberculostático não indutor se possível. Ou usar IBP alternativo como pantoprazol (menor metabolismo por CYP2C19) ou rabeprazol (metabolismo não enzimático parcial). Antiácidos ou sucralfato podem ser usados como adjuvantes.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo clínico: Furuta T, et al. Clin Pharmacol Ther. 1999;66(3):265-274.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Omeprazol?

A combinação de Rifampicina com Omeprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução acentuada dos níveis plasmáticos de omeprazol, com perda significativa da eficácia na supressão ácida. Pode resultar em falha terapêutica em úlceras pépticas, DRGE ou erradicação de H. pylori. Monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica). Aumentar a dose de omeprazol em 2-3 vezes (ex: de 20 mg para 40-60 mg/dia) ou dividir em duas tomadas (manhã e noite) durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar hipergastrinemia. Considerar IBPs menos dependentes de CYP2C19 (ex: pantoprazol, rabeprazol) ou antiácidos de ação local.

Rifampicina e Omeprazol interagem?

Sim, Rifampicina e Omeprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4 e cyp2c19 (principais vias do omeprazol, km ~5-15 µm para cyp2c19 e ~20-50 µm para cyp3a4). a indução pode aumentar a depuração do omeprazol em 3-5 vezes, reduzindo a auc em 60-80% e a meia-vida em 50-70%. estudos clínicos mostram redução significativa da supressão ácida gástrica (ph intragástrico <4 por menos tempo).. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica). aumentar a dose de omeprazol em 2-3 vezes (ex: de 20 mg para 40-60 mg/dia) ou dividir em duas tomadas (manhã e noite) durante o uso de rifampicina. após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar hipergastrinemia. considerar ibps menos dependentes de cyp2c19 (ex: pantoprazol, rabeprazol) ou antiácidos de ação local..

Qual o risco de Rifampicina com Omeprazol?

O risco da associação Rifampicina + Omeprazol é classificado como MODERADA. Redução acentuada dos níveis plasmáticos de omeprazol, com perda significativa da eficácia na supressão ácida. Pode resultar em falha terapêutica em úlceras pépticas, DRGE ou erradicação de H. pylori. Monitorar: avaliação de sintomas (questionário gerd-q), phmetria esofágica se disponível, sinais de complicações (disfagia, perda de peso), função hepática (tgo/tgp mensal)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

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