Rifampicina + Olanzapina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa dos níveis de olanzapina, podendo resultar em perda de eficácia antipsicótica ou estabilizadora do humor. O efeito sedativo e orexígeno também pode ser diminuído.

Mecanismo

A olanzapina é metabolizada primariamente pelo CYP1A2 e, em menor grau, pelo CYP2D6. A rifampicina é um indutor moderado do CYP1A2, além de indutor potente do CYP3A4. Um estudo em voluntários saudáveis mostrou que a rifampicina reduziu a AUC da olanzapina em 57% e a Cmax em 50%, com aumento do clearance oral.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se necessário, aumentar a dose de olanzapina com titulação gradual (ex.: 5 mg a cada 1-2 semanas) até o efeito desejado, podendo ser necessário dobrar a dose (ex.: de 10 mg para 20 mg/dia). Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a olanzapina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva, ganho de peso e alterações metabólicas.

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (sintomas psicóticos, humor) e efeitos adversos (sedação, ganho de peso, glicemia, perfil lipídico). ECG com QTc basal e durante o tratamento. TDM de olanzapina, visando níveis séricos de 20-80 ng/mL.

Alternativas

Substituir a rifampicina por um antibiótico não indutor. Como alternativa à olanzapina, considerar um antipsicótico com metabolismo independente do CYP1A2, como a paliperidona (excreção renal) ou a risperidona (CYP2D6 e 3A4, mas com menor impacto documentado na eficácia clínica com rifampicina).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Markowitz JS et al. J Clin Psychopharmacol. 2006;26(1):73-8.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Olanzapina?

A combinação de Rifampicina com Olanzapina apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis de olanzapina, podendo resultar em perda de eficácia antipsicótica ou estabilizadora do humor. O efeito sedativo e orexígeno também pode ser diminuído. Evitar a coadministração. Se necessário, aumentar a dose de olanzapina com titulação gradual (ex.: 5 mg a cada 1-2 semanas) até o efeito desejado, podendo ser necessário dobrar a dose (ex.: de 10 mg para 20 mg/dia). Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a olanzapina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva, ganho de peso e alterações metabólicas.

Rifampicina e Olanzapina interagem?

Sim, Rifampicina e Olanzapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a olanzapina é metabolizada primariamente pelo cyp1a2 e, em menor grau, pelo cyp2d6. a rifampicina é um indutor moderado do cyp1a2, além de indutor potente do cyp3a4. um estudo em voluntários saudáveis mostrou que a rifampicina reduziu a auc da olanzapina em 57% e a cmax em 50%, com aumento do clearance oral.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se necessário, aumentar a dose de olanzapina com titulação gradual (ex.: 5 mg a cada 1-2 semanas) até o efeito desejado, podendo ser necessário dobrar a dose (ex.: de 10 mg para 20 mg/dia). após a descontinuação da rifampicina, reduzir a olanzapina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva, ganho de peso e alterações metabólicas..

Qual o risco de Rifampicina com Olanzapina?

O risco da associação Rifampicina + Olanzapina é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis de olanzapina, podendo resultar em perda de eficácia antipsicótica ou estabilizadora do humor. O efeito sedativo e orexígeno também pode ser diminuído. Monitorar: monitorar resposta clínica (sintomas psicóticos, humor) e efeitos adversos (sedação, ganho de peso, glicemia, perfil lipídico). ecg com qtc basal e durante o tratamento. tdm de olanzapina, visando níveis séricos de 20-80 ng/ml..

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Atualizado em junho/2026

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