Rifampicina + Mirtazapina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de mirtazapina, levando à provável perda de eficácia antidepressiva. O efeito sedativo, mediado pelo antagonismo H1, também pode ser reduzido.

Mecanismo

A mirtazapina é metabolizada principalmente pelo CYP3A4 e, em menor grau, pelo CYP1A2 e CYP2D6. A rifampicina induz potentemente o CYP3A4 e moderadamente o CYP1A2. Um estudo em voluntários saudáveis mostrou que a rifampicina reduziu a AUC da mirtazapina em 65% e a Cmax em 40%, com diminuição da meia-vida.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável, titular a dose de mirtazapina para cima com base na resposta clínica, podendo ser necessário aumentar de 2 a 3 vezes a dose usual (ex.: de 30 mg para 60-90 mg/dia). Aumentar gradualmente (15 mg a cada 1-2 semanas). Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a mirtazapina para a dose original em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva, ganho de peso e hipotensão.

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (humor, sono, apetite) e efeitos adversos (sedação, ganho de peso, alterações hematológicas). Hemograma basal e durante o tratamento, devido ao risco raro de agranulocitose, que pode ser mascarado pela infecção subjacente tratada com rifampicina.

Alternativas

Substituir a rifampicina por um antibiótico não indutor. Como alternativa à mirtazapina, considerar um ISRS como escitalopram ou sertralina, que são menos afetados pela indução do CYP3A4, ou a bupropiona (com cautela, pois também é induzida, mas por via diferente).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Niemi M et al. Eur J Clin Pharmacol. 2003;59(5-6):423-8.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Mirtazapina?

A combinação de Rifampicina com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de mirtazapina, levando à provável perda de eficácia antidepressiva. O efeito sedativo, mediado pelo antagonismo H1, também pode ser reduzido. Evitar a associação. Se inevitável, titular a dose de mirtazapina para cima com base na resposta clínica, podendo ser necessário aumentar de 2 a 3 vezes a dose usual (ex.: de 30 mg para 60-90 mg/dia). Aumentar gradualmente (15 mg a cada 1-2 semanas). Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a mirtazapina para a dose original em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva, ganho de peso e hipotensão.

Rifampicina e Mirtazapina interagem?

Sim, Rifampicina e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a mirtazapina é metabolizada principalmente pelo cyp3a4 e, em menor grau, pelo cyp1a2 e cyp2d6. a rifampicina induz potentemente o cyp3a4 e moderadamente o cyp1a2. um estudo em voluntários saudáveis mostrou que a rifampicina reduziu a auc da mirtazapina em 65% e a cmax em 40%, com diminuição da meia-vida.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, titular a dose de mirtazapina para cima com base na resposta clínica, podendo ser necessário aumentar de 2 a 3 vezes a dose usual (ex.: de 30 mg para 60-90 mg/dia). aumentar gradualmente (15 mg a cada 1-2 semanas). após a descontinuação da rifampicina, reduzir a mirtazapina para a dose original em 1-2 semanas para evitar sedação excessiva, ganho de peso e hipotensão..

Qual o risco de Rifampicina com Mirtazapina?

O risco da associação Rifampicina + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de mirtazapina, levando à provável perda de eficácia antidepressiva. O efeito sedativo, mediado pelo antagonismo H1, também pode ser reduzido. Monitorar: monitorar resposta clínica (humor, sono, apetite) e efeitos adversos (sedação, ganho de peso, alterações hematológicas). hemograma basal e durante o tratamento, devido ao risco raro de agranulocitose, que pode ser mascarado pela infecção subjacente tratada com rifampicina..

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Atualizado em junho/2026

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