Rifampicina + Midazolam

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Perda quase completa do efeito sedativo/ansiolítico do midazolam oral. Efeito reduzido mesmo com administração IV. Clinicamente relevante em sedação para procedimentos ou indução anestésica.

Mecanismo

Rifampicina induz CYP3A4, principal via do midazolam (hidroxilação). A indução pode reduzir a AUC oral em 90-95% e a AUC IV em 50-60%, devido ao metabolismo de primeira passagem e sistêmico. A biodisponibilidade oral cai de 30-40% para <5%, tornando o midazolam oral praticamente ineficaz.

📋Conduta Clinica

Evitar midazolam oral durante uso de rifampicina. Para sedação IV, aumentar dose em 50-100% e titular conforme resposta. Monitorar profundidade da sedação (escala de Ramsay). Considerar alternativa não metabolizada por CYP3A4: propofol, dexmedetomidina ou lorazepam IV.

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (sedação, ansiedade) e sinais vitais durante procedimentos. Ajustar dose conforme necessidade.

Alternativas

Usar agentes sedativos não dependentes de CYP3A4: propofol, dexmedetomidina, ou benzodiazepínico glucuronidado como lorazepam.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Backman et al., 1996, Clin Pharmacol Ther; Gorski et al., 2003, Clin Pharmacol Ther

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Midazolam?

A combinação de Rifampicina com Midazolam apresenta interação de gravidade moderada. Perda quase completa do efeito sedativo/ansiolítico do midazolam oral. Efeito reduzido mesmo com administração IV. Clinicamente relevante em sedação para procedimentos ou indução anestésica. Evitar midazolam oral durante uso de rifampicina. Para sedação IV, aumentar dose em 50-100% e titular conforme resposta. Monitorar profundidade da sedação (escala de Ramsay). Considerar alternativa não metabolizada por CYP3A4: propofol, dexmedetomidina ou lorazepam IV.

Rifampicina e Midazolam interagem?

Sim, Rifampicina e Midazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4, principal via do midazolam (hidroxilação). a indução pode reduzir a auc oral em 90-95% e a auc iv em 50-60%, devido ao metabolismo de primeira passagem e sistêmico. a biodisponibilidade oral cai de 30-40% para <5%, tornando o midazolam oral praticamente ineficaz.. A conduta recomendada é: evitar midazolam oral durante uso de rifampicina. para sedação iv, aumentar dose em 50-100% e titular conforme resposta. monitorar profundidade da sedação (escala de ramsay). considerar alternativa não metabolizada por cyp3a4: propofol, dexmedetomidina ou lorazepam iv..

Qual o risco de Rifampicina com Midazolam?

O risco da associação Rifampicina + Midazolam é classificado como MODERADA. Perda quase completa do efeito sedativo/ansiolítico do midazolam oral. Efeito reduzido mesmo com administração IV. Clinicamente relevante em sedação para procedimentos ou indução anestésica. Monitorar: monitorar resposta clínica (sedação, ansiedade) e sinais vitais durante procedimentos. ajustar dose conforme necessidade..

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Atualizado em junho/2026

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