Rifampicina + Itraconazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução drástica dos níveis de itraconazol, com alta probabilidade de falha terapêutica em infecções fúngicas graves. Moderadamente grave, pois pode levar a progressão da infecção.

Mecanismo

Rifampicina induz CYP3A4, principal via de metabolismo do itraconazol (hidroxilação a hidroxi-itraconazol ativo). A indução pode reduzir a AUC do itraconazol em 70-90%, com níveis frequentemente indetectáveis. A falha terapêutica é bem documentada em aspergilose e candidíase.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de itraconazol (alvo: >1 μg/mL para tratamento, >0,5 μg/mL para profilaxia) e aumentar dose em 100-200% ou usar formulação IV (menos afetada que oral). Considerar alternativa: voriconazol (mas também interage), posaconazol (menos afetado) ou anfotericina B. Ao descontinuar rifampicina, reduzir itraconazol gradualmente para evitar toxicidade.

🔍O que monitorar

Nível sérico de itraconazol semanalmente até estabilização. TGO/TGP e ECG (QTc) basal e semanal. Resposta clínica (cultura, imagem, sintomas).

Alternativas

Usar posaconazol (indutor mais fraco de UGT, menos afetado que itraconazol) ou anfotericina B, que não depende de CYP.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Jaruratanasirikul et al., 1998, Antimicrob Agents Chemother

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Itraconazol?

A combinação de Rifampicina com Itraconazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução drástica dos níveis de itraconazol, com alta probabilidade de falha terapêutica em infecções fúngicas graves. Moderadamente grave, pois pode levar a progressão da infecção. Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de itraconazol (alvo: >1 μg/mL para tratamento, >0,5 μg/mL para profilaxia) e aumentar dose em 100-200% ou usar formulação IV (menos afetada que oral). Considerar alternativa: voriconazol (mas também interage), posaconazol (menos afetado) ou anfotericina B. Ao descontinuar rifampicina, reduzir itraconazol gradualmente para evitar toxicidade.

Rifampicina e Itraconazol interagem?

Sim, Rifampicina e Itraconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4, principal via de metabolismo do itraconazol (hidroxilação a hidroxi-itraconazol ativo). a indução pode reduzir a auc do itraconazol em 70-90%, com níveis frequentemente indetectáveis. a falha terapêutica é bem documentada em aspergilose e candidíase.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, monitorar níveis séricos de itraconazol (alvo: >1 μg/ml para tratamento, >0,5 μg/ml para profilaxia) e aumentar dose em 100-200% ou usar formulação iv (menos afetada que oral). considerar alternativa: voriconazol (mas também interage), posaconazol (menos afetado) ou anfotericina b. ao descontinuar rifampicina, reduzir itraconazol gradualmente para evitar toxicidade..

Qual o risco de Rifampicina com Itraconazol?

O risco da associação Rifampicina + Itraconazol é classificado como MODERADA. Redução drástica dos níveis de itraconazol, com alta probabilidade de falha terapêutica em infecções fúngicas graves. Moderadamente grave, pois pode levar a progressão da infecção. Monitorar: nível sérico de itraconazol semanalmente até estabilização. tgo/tgp e ecg (qtc) basal e semanal. resposta clínica (cultura, imagem, sintomas)..

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Atualizado em junho/2026

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