Rifampicina + Ibuprofeno
⚠O que acontece
Redução dos níveis plasmáticos de ibuprofeno, com potencial perda de eficácia analgésica, antipirética e anti-inflamatória. Pode ser necessário aumento de dose ou troca de AINE.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP2C9 (principal via do ibuprofeno, Km ~10-20 µM) e CYP2C8. A indução pode aumentar a depuração do ibuprofeno em 2-3 vezes, reduzindo a AUC em 30-50%. Estudos clínicos demonstram redução significativa dos níveis plasmáticos e do efeito antipirético/analgésico.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica (febre, dor). Se necessário, aumentar a dose de ibuprofeno em 50-100% (ex: de 400 mg para 600-800 mg a cada 6-8h) durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar toxicidade. Considerar AINEs não metabolizados por CYP2C9 (ex: cetorolaco, naproxeno) ou paracetamol para febre/dor leve.
🔍O que monitorar
Temperatura corporal, escala de dor (EVA), função renal (creatinina sérica semanal no primeiro mês, depois mensal), sinais de toxicidade gastrointestinal (melena, dor epigástrica), hemograma (risco de sangramento).
↺Alternativas
Substituir rifampicina por outro tuberculostático não indutor se possível. Ou usar AINE alternativo como cetorolaco (eliminação renal) ou naproxeno (metabolismo por conjugação, não afetado por indução CYP).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo clínico: Greenblatt DJ, et al. Clin Pharmacol Ther. 1998;64(3):257-264.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Ibuprofeno?
A combinação de Rifampicina com Ibuprofeno apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis plasmáticos de ibuprofeno, com potencial perda de eficácia analgésica, antipirética e anti-inflamatória. Pode ser necessário aumento de dose ou troca de AINE. Monitorar resposta clínica (febre, dor). Se necessário, aumentar a dose de ibuprofeno em 50-100% (ex: de 400 mg para 600-800 mg a cada 6-8h) durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar toxicidade. Considerar AINEs não metabolizados por CYP2C9 (ex: cetorolaco, naproxeno) ou paracetamol para febre/dor leve.
Rifampicina e Ibuprofeno interagem?
Sim, Rifampicina e Ibuprofeno possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp2c9 (principal via do ibuprofeno, km ~10-20 µm) e cyp2c8. a indução pode aumentar a depuração do ibuprofeno em 2-3 vezes, reduzindo a auc em 30-50%. estudos clínicos demonstram redução significativa dos níveis plasmáticos e do efeito antipirético/analgésico.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (febre, dor). se necessário, aumentar a dose de ibuprofeno em 50-100% (ex: de 400 mg para 600-800 mg a cada 6-8h) durante o uso de rifampicina. após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose para evitar toxicidade. considerar aines não metabolizados por cyp2c9 (ex: cetorolaco, naproxeno) ou paracetamol para febre/dor leve..
Qual o risco de Rifampicina com Ibuprofeno?
O risco da associação Rifampicina + Ibuprofeno é classificado como MODERADA. Redução dos níveis plasmáticos de ibuprofeno, com potencial perda de eficácia analgésica, antipirética e anti-inflamatória. Pode ser necessário aumento de dose ou troca de AINE. Monitorar: temperatura corporal, escala de dor (eva), função renal (creatinina sérica semanal no primeiro mês, depois mensal), sinais de toxicidade gastrointestinal (melena, dor epigástrica), hemograma (risco de sangramento)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.